Este renascimento do Tubarão aconteceu não apenas dentro de campo, onde o time voltou a comemorar títulos e revelar jogadores por meio da parceria com a SM Sports. Mas o trabalho feito fora de campo também projeta um futuro animador ao clube mais popular do interior do Paraná.
A entrega da gestão do departamento de futebol a uma empresa especializada e com grana para bancar os custos e investir, por meio de um acordo bem costurado e vantajoso para o clube, deu tranquilidade à administração para botar a casa em ordem e projetar o futuro mais profissional, lucrativo e estruturado para o LEC.
Estas foram as metas do ex-presidente Cláudio Canuto, que reduziu dívidas trabalhistas, e continuam sendo do atual mandatário, Felipe Prochet, que fala dos projetos com brilho nos olhos. Ele cuida pessoalmente da transformação pela qual passa o estádio VGD e percorre clubes pelo Brasil e pelo exterior em busca de exemplos do que pode ser feito no Tubarão. O presidente assumiu o cargo em dezembro de 2013 e segue no comando do barco até 2016.
"Daqui a dez anos o clube pode começar a pensar em caminhar sozinho, colhendo os frutos de hoje. Que a parceria dure mais 15 anos", celebra Prochet, recusando qualquer chance de o clube não seguir com a parceria com a SM Sports após 2020, quando acaba o contrato atual de gestão.
‘Dindin’ valioso
Felipe Prochet, no entanto, sabe que até 2020 é fundamental utilizar o dinheiro que entra para estruturar o clube. Apenas em 2014, a SM Sports repassou para o Londrina R$ 650 mil correspondentes aos 5% que o clube tem dinheiro em negociações de jogadores. Não estão computadas a transferência de Joel ao Cruzeiro e as parcelas que faltam ser pagas em outras negociações, como as de Wendell com o Bayer Leverkusen, da Alemanha. O clube ainda faturou R$ 300 mil entre bilheterias e patrocínios e garantiu R$ 1 milhão da Timemania, dinheiro que só pode ser usado para pagar débitos com o governo federal, o que o clube vem fazendo.
Centro de
treinamentos
O clube tem um projeto de construção de um centro de treinamentos exclusivo para as categorias de base e a ideia é ser beneficiado pela lei de incentivo ao esporte do governo federal, o que só pode ser alcançado quando as dívidas forem pagas. Já há até um local possível: uma área próxima ao Catuaí Shopping, que pode ser comprada pelo clube. Caso o Londrina consiga a doação de uma área pública, o CT ficará no Distrito de São Luiz. Prochet acredita que a obra possa ser concluída até 2020.
Escolinhas oficiais
Outro projeto de Felipe Prochet é a disseminação das escolinhas oficiais do Londrina. Com o aumento no número de alunos, sobem também a receita do clube, a possibilidade de descoberta de novos talentos e o número de torcedores mirins alvicelestes. A meta é chegar ao fim de 2015 com três mil alunos em 20 escolinhas franqueadas. O ex-jogador do clube, Adalberto de Jesus, foi contratado para coordenar as categorias de base e cuidar deste processo. No início do mês que vem, a primeira franquia já será inaugurada em fevereiro, em Ourinhos, no interior de São Paulo. "Vamos cobrar uma taxa anual de R$ 4 mil e dar um percentual dos jogadores revelados nas escolinhas para o dono da escola que o descobriu. A ideia é de que os melhores, as promessas, venham treinar no clube", projeta.
Museu e loja
Nos planos do presidente do Londrina, Felipe Prochet, estão também o museu oficial do clube e a tão sonhada loja. A antiga sede administrativa do clube, debaixo das arquibancadas do VGD, está sendo remodelada para receber as duas novidades, além de um auditório e salas dos funcionários administrativos. O museu e a loja serão integrados. O clube também quer licenciar seus produtos e saber quais suas carências administrativas e de pessoal e quem são seus torcedores e seu potencial de consumo. Para isso, está em cotação a contratação de uma consultoria especializada em clubes de futebol. (Thiago Mossini/Folha de Londrina)