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Que m...!!! - Cabines telefônicas do Calçadão são usadas como banheiro

30 mai 2018 às 20:00

As cabines telefônicas no estilo inglês estão em Londrina desde 2009. Na época, cada uma delas custou à Sercomtel cerca de R$ 8 mil, incluindo a estrutura e o aparelho telefônico. No Calçadão de Londrina, são cinco instaladas, mas a real utilidade das cabines parece estar sendo deixada de lado. Muitas delas servem como banheiro. Muita gente perdeu a vergonha e as utiliza como local de alívio para o "número 1" e até mesmo o "número 2", o que gera o mal-estar para quem mora no centro de Londrina.
Contatada pela reportagem, a Sercomtel disse já estar ciente da situação. "Quantas vezes, ao fazer a manutenção, encontramos odor de urina e até fezes", disse o coordenador de Implantação e Manutenção de Linhas de Acesso da companhia, Júlio César Vitor da Silva. A Sercomtel informou que realiza as manutenções a cada duas semanas e que, em algumas situações, "é necessário um serviço maior revitalização das estruturas". Na cabine que fica próxima ao ponto de táxi da rua Professor João Cândido, a marca de xixi é visível no chão da cabine. Para Silva, o problema é social e em grande parte, "por falta de educação". (Edson Neves/NOSSODIA)


As cabines telefônicas no estilo inglês foram instaladas em Londrina em 2009


Quem usa?
João Valentim da Silva acredita que as cabines telefônicas já são desnecessárias. "Para mim, poderia ter acabado já. Não tem utilidade de jeito nenhum. Além disso, não vejo ninguém usar. Tinha que ter banheiro público. Se der um piriri o povo faz na roupa mesmo", disse o aposentado, que afirmou não usar um telefone público há mais de 15 anos. Já a aposentada Esther Barcelos comenta que os telefones públicos ainda podem servir em casos de emergência. "Não são todas as pessoas que tem condições de ter um celular. A gente pensa nos outros, mas eu mesmo não me lembro da última vez que usei. Não mesmo". E o vandalismo tira Esther do sério. "Eu fico com raiva porque tem malandro que ainda usa para passar trote. Pena que ainda existem pessoas que não sabem usar o que tem direito", complementa.
Para o professor Hugo José Cardoso Pinca, que não usa telefone púbico há dez anos, enquanto tiver demanda, as cabines devem existir. "A pessoa de baixa renda pode sofrer (sem o telefone público). Tudo é questão de equalizar para quem tem baixo poder aquisitivo", afirma. Dados da Sercomtel apontam que cabines inglesas do Calçadão realizam, por mês, cerca de 1.158 ligações. (E.N.)

Ponto de referência
Agostinho Rovani é proprietário de um restaurante/lanchonete há 15 anos em frente à uma dessas cabines telefônicas. Para ele, o equipamento se tornou mais uma referência. "Vejo algumas pessoas entrando nas cabines para ligar, mas não encontram o cartão telefônico para comprar. Até me perguntam se vendemos. Nunca procuramos e nunca vieram nos oferecer. Acredito que não compense. Hoje, (a cabine) funciona mais como um ponto de referência até à minha lanchonete", admite. O coordenador da Sercomtel admitiu a baixa utilização. "Com as mudanças tecnológicas este serviço público esta deixando de ser utilizado, as cabines hoje são um atrativo turístico". A coordenadoria de Recargas da Sercomtel afirmou que a venda de cartões telefônicos em Londrina, por mês, não passam de 2 mil unidades e que essa baixa procura não desperta o interesse dos comerciantes. (E.N.)


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