Foi em Cachoeira Alegre, distrito de Barão de Monte Alto (MG), que Maria José Felix de Oliveira veio então ao mundo. Aos 74 anos, Zezé – como é conhecida, é pura simpatia. Há três anos, passou a morar no Lar das Vovozinhas Gilda Marconi, na Vila Nova, em Londrina. Lá, sente-se feliz, acolhida e bem tratada: "até as visitas sentem falta de mim quando eu não tô na sala".
Orgulhosa de um passado de trabalho em casas de família, Zezé revela que se pudesse ainda estaria ajudando na limpeza e na hora de passar roupa. "Sempre peguei no pesado e deixava tudo limpinho do forro ao chão. Só numa casa trabalhei 50 anos. Chego a sonhar que tô na casa do doutor Severiano e da dona Lami porque eram bons patrões. Quando ele me via já falava ‘é nóis Zezé’", recorda.
Zezé reforça que manteve um bom relacionamento com seus patrões. "Sempre levei meu filho comigo para o trabalho e ele fazia companhia para o filho da patroa", conta. Filho que, por sinal, é o maior orgulho dessa mineira de Londrina. "Meu filho Marcos tem dois empregos e me deu dois netos", gaba-se. Da própria infância, Zezé também se recorda com carinho. "Lembro o dia que meu primo Geraldo ficou com ciúme do vestido que eu ganhei da minha madrinha. Ele pegou uma pena, passou na titica de galinha e depois no meu vestido. Eu tinha cinco anos e fiquei triste porque o vestidinho godê com voal era lindo", diz. (Walkiria Vieira/NOSSODIA)
Orgulhosa de um passado de trabalho em casas de família, Zezé revela que se pudesse ainda estaria ajudando na limpeza e na hora de passar roupa. "Sempre peguei no pesado e deixava tudo limpinho do forro ao chão. Só numa casa trabalhei 50 anos. Chego a sonhar que tô na casa do doutor Severiano e da dona Lami porque eram bons patrões. Quando ele me via já falava ‘é nóis Zezé’", recorda.
Zezé reforça que manteve um bom relacionamento com seus patrões. "Sempre levei meu filho comigo para o trabalho e ele fazia companhia para o filho da patroa", conta. Filho que, por sinal, é o maior orgulho dessa mineira de Londrina. "Meu filho Marcos tem dois empregos e me deu dois netos", gaba-se. Da própria infância, Zezé também se recorda com carinho. "Lembro o dia que meu primo Geraldo ficou com ciúme do vestido que eu ganhei da minha madrinha. Ele pegou uma pena, passou na titica de galinha e depois no meu vestido. Eu tinha cinco anos e fiquei triste porque o vestidinho godê com voal era lindo", diz. (Walkiria Vieira/NOSSODIA)