Os participantes do protesto se disseram favoráveis à causa dos caminhoneiros, que estão parados desde a segunda-feira (21) na beira das rodovias, provocando desabastecimento dos postos de combustíveis. O movimento impede a passagem de cargas de produtos não perecíveis, num protesto contra a nova política de reajuste dos preços dos derivados de petróleo que provocou o encarecimento do frete e por outras medidas favoráveis à categoria.
DESABASTECIMENTO
Os londrinenses que ficaram sem combustível poderão recorrer ao transporte público nesta segunda-feira (28), que deve voltar ao normal após a CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) e as empresas prestadoras do serviço obterem liminar na Justiça para abastecer os veículos. No entanto, sem gasolina, etanol ou diesel na cidade, os motoristas da Uber, que são autônomos, reduziram as viagens com a greve dos caminhoneiros, o que gerou preços elevados e maior tempo de espera. Os taxistas também diminuíram o atendimento: 70% dos táxis estão parados, sem combustível.
A Uber informou por meio de nota que "os motoristas parceiros da Uber também foram impactados pela falta de combustível. Por isso, os pedidos de viagem podem demorar mais do que o normal". Já Antônio Pereira da Silva, presidente do sindicato dos taxistas de Londrina, informou que "os táxis vão fazer de tudo para atender".
Neste domingo (27), somente 30% dos táxis circularam pela cidade, os outros estavam com os carros parados pelo desabastecimento. Silva garante que os taxistas entrarão com medida judicial para conseguir abastecer os veículos caso a situação não se resolva. "Vamos dar um jeito. Táxi é essencial", pontua. O sindicalista ainda disse que os clientes devem ligar com antecedência e que são normais filas de espera neste momento. Em Londrina são cerca de 380 táxis.