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PROTESTO - Estudantes ocupam Rádio UEL

03 nov 2016 às 08:49

Estudantes de Jornalismo e Relações Públicas da Universidade Estadual de Londrina ocuparam a Rádio UEL FM na manhã desta quarta-feira (2). O ato, segundo o coletivo de estudantes, é uma forma de protesto contra as medidas dos governos estadual e federal que atingem a educação, como a PEC 241, que limita os gastos do governo federal e levariam ao sucateamento dos serviços públicos. Com a ocupação, os estudantes pretendiam levar ao ar uma programação própria, mas a direção da emissora desligou os transmissores e a rádio ficou fora do ar.
Na página do movimento no Facebook, os estudantes publicaram uma carta explicando que a motivação partiu de outras ocupações realizadas na própria universidade e em outros pontos do País e como estudantes de comunicação, defendem a democratização da mídia. Na rede social, os alunos também pedem à comunidade a doação de alimentos e utensílios de cozinha para garantir a manutenção da ocupação. No início da semana passada, estudantes de Artes Cênicas da instituição já haviam ocupado o prédio do curso.
"O que eles fizeram não é uma ocupação. Ocupação é se apoderar de um bem material que não está sendo produtivo. A Rádio UEL foi invadida", afirmou o diretor da rádio, Osmani Costa, que nesta quarta pediu a um técnico que desligasse os transmissores da rádio, que ficou fora do ar a partir do início da tarde. "Faz parte do jogo democrático protestar e reivindicar, mas invadir, não."
Costa disse que na terça-feira (1º) assinou com a reitora, Berenice Jordão, um acordo com o comando de greve da UEL, representado pelo Sindicato dos Professores do Ensino Superior Público Estadual de Londrina e Região (Sindiprol), Associação dos Servidores da UEL (Assuel) e Diretório Central dos Estudantes (DCE). O documento garante mais espaço na programação da rádio para a discussão da pauta de reivindicações do movimento grevista.
Os estudantes responsáveis pela ocupação da rádio, no entanto, afirmam não ser representados pelo DCE e que não querem mais espaço na emissora e, sim, a liberdade de colocar no ar a sua própria programação. "A ocupação é para abrir um diálogo. Queremos fazer uma programação alternativa", disse uma integrante do coletivo.
Nenhum dos ocupantes da rádio revela seu nome e o coletivo também se nega a informar quantos alunos estão na ocupação. Professores do curso também têm se revezado para dar apoio aos estudantes.
Costa disse que deverá comunicar nesta quinta (3) à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) o que levou a rádio a ficar fora do ar e também deverá se reunir com a reitora, o vice-reitor e a Procuradoria Jurídica da UEL para discutir as medidas jurídicas cabíveis.

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