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Protesto - Associação divulga nota de repúdio por prisões de policiais

16 mai 2016 às 08:49

A Associação dos Oficiais Policiais e Bombeiros Militares do Estado do Paraná (Assofepar) divulgou uma nota de repúdio devido à prisão e condução coercitiva de policiais militares acusados de envolvimento em 12 mortes ocorridas em Londrina entre a noite de 29 de janeiro e a madrugada do dia 30, logo após o assassinato do soldado Cristiano Botinno.
"Somos favoráveis à condução de investigações sérias e responsáveis, pautadas no interesse público e nas garantias constitucionais. Exigimos que a presunção de inocência, assim como o direito à ampla defesa e ao contraditório, sejam rigorosamente observados. Não podemos compactuar com o desrespeito aos Militares Estaduais, que se dedicam continuamente ao socorro da população paranaense, em todos os municípios deste Estado, muitas vezes com o sacrifício da própria vida", diz a nota, que ainda fala em exposições e constrangimentos sofridos por "profissionais da área de segurança e pessoas inocentes".
"Destacamos que os Militares Estaduais carregam nas costas a maior parcela da segurança pública deste Estado. Além das ações de Polícia Militar e Bombeiro, viabilizam os trabalhos da SESP, DIEP, GAECOS, Forças Tarefas e Assessorias, nos diversos órgãos e instituições", ressalta um trecho da nota. "Conclamamos os Militares Estaduais, para que não sejam complacentes com ‘encenações teatrais’, montadas para projetar pessoas e instituições, maculando a imagem da Corporação e de seus integrantes. Esperamos resposta da SESP, sobre a sua participação neste infeliz episódio, bem como das medidas tomadas para evitar a prevalência de interesses escusos às custas da dignidade dos profissionais da segurança pública", finaliza a nota.

Oito policiais e um empresário presos
Oito policiais militares e um empresário foram presos na manhã de sexta, em Londrina, suspeitos de envolvimento em 17 mortes ocorridas na cidade desde a chacina da noite do dia 29 e madrugada de 30 de janeiro, quando 12 pessoas foram mortas e 16 foram baleadas na cidade. As 12 mortes foram registradas horas depois de assassinato do policial militar Cristiano Luiz Botino. A polícia investiga ainda outros cinco assassinatos posteriores que podem estar relacionados com a chacina. Além dos presos, outros seis policiais foram conduzidos coercitivamente à delegacia para prestar depoimento. Entre os militares envolvidos estão um capitão, dois aspirantes a oficial e dez praças.


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