A entrega das obras do lote 5 Arco Leste deve sofrer atraso em relação ao cronograma inicial. O Arco Leste é um projeto que cria um caminho alternativo em relação à Avenida Dez de Dezembro, ligando a PR-445 à BR-369, em Londrina. As obras, atualmente, são realizadas nas proximidades da Rua Bélgica (zona sul), onde um trecho foi bloqueado, dificultando o trânsito.
Uma placa informativa sobre a execução do trecho informa que deveria ser entregue no dia 25 de maio, mas segundo um funcionário da empresa, as condições climáticas não foram favoráveis e foi preciso realizar um aditivo de contrato.
As obras do lote 5 tiveram início no dia 29 de setembro de 2016 e são realizadas com recursos do Ministério das Cidades, da Caixa Econômica Federal, do Município de Londrina, totalizando R$ 3.176.366,09 em investimentos da fase dois do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). Segundo o secretário municipal de Obras e Viação, Fernando Tunouti, a prefeitura trabalha em dois trechos do Arco Leste: no lote 4, que é o prolongamento da Avenida das Américas (no Jardim San Fernando), cujo valor total deve ficar em R$ 945 mil; e no lote 5, que é exatamente esse na Rua Bélgica. Nessa via estão sendo executadas as obras de galerias pluviais e a pavimentação do trecho.
"Estamos trabalhando para viabilizar as obras do lote 1, que fica próximo da BR-369. Precisamos realizar desapropriações de quatro terrenos na região. Estamos negociando com os proprietários e devemos gastar cerca de R$ 300 mil com isso. O valor da execução daquele trecho deve custar R$ 2,8 milhões", explica o secretário, que confirmou o atraso do cronograma e o aditivo. Ele não soube precisar, porém, de quanto tempo é o aditivo.
Tunouti ressalta que os lotes 2 e 3 (entre a BR-369 e região que contorna o Aeroporto de Londrina) devem ser os mais difíceis de realizar as desapropriações, já que compreendem os trechos mais longos do projeto do Arco Leste. "Essa sequência precisamos planejar bem em função da disponibilidade de recursos. Envolve desapropriações de valores grandes e temos que definir ainda como faremos isso", destaca. (Vítor Ogawa/Grupo Folha)
PROJETO
O trecho do Lote 5 do Arco Leste compreende a construção de uma via que irá ligar a Waldemar Spranger ao trevo da Cooperativa Agro-Industrial de Londrina (Cativa), seguindo pela Rua Albânia, Avenida Portugal e Rua Charles Lindemberg até chegar ao Lote 4, na Avenida das Américas. O projeto é dividido em cinco lotes, totalizando 14 quilômetros de extensão, e está orçado em R$ 17,8 milhões provenientes do (PAC2), do governo federal, com contrapartida de 7,15% do município. (V.O.)
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Moradores esperam
melhorias no trânsito
Quando as obras dos lotes 4 e 5 do Arco Leste forem entregues à população, um dos maiores gargalos do trânsito londrinense pode sofrer modificações significativas. Atualmente, os veículos que trafegam pela zona sul precisam passar pela rotatória próxima à barragem do Lago Igapó, que fica na interseção das ruas Almeida Garret, Bélgica, Heródoto e da Canoagem. Essas vias, porém, já não têm absorvido tamanho volume de veículos. "Na última vez demorei exatamente 25 minutos cronometrados", relembra o técnico de Enfermagem Reginaldo Alécio Volpato. Quando for liberada, a transposição do Córrego Tucanos, ligando a Avenida Waldemar Spranger com a Rua Albânia, fará com que parte do fluxo de veículos se divida entre a Waldemar Spranger e a Rua Almeida Garret. Além da transposição, o projeto prevê a construção de uma rotatória na interseção entre as ruas Bélgica, Dinamarca e Albânia, que ajudará a organizar melhor o trânsito dali. O engenheiro agrônomo Ricardo Doré acha essa obra fundamental. "Não existe progresso sem essas intervenções. Aqui faz um acúmulo de carros impressionante. Eu já fiquei esperando de 10 a 15 minutos. Eu atendo clientes da (cooperativa) Cativa e sempre entro e saio aqui. Essa melhoria vai adiantar muito para o trânsito daqui", projeta. (V.O.)
Falta de certidão
Embora R$14,986 milhões já estejam na Caixa reservados para o município para a execução do Arco Leste, a falta da certidão de regularidade previdenciária está bloqueando a disponibilidade, conforme mostrou reportagem publicada na FOLHA nesta quarta-feira (10). De acordo com o secretário municipal de Planejamento, Edson de Souza, o município irá esgotar todas as possibilidades para conseguir a liberação dos recursos administrativamente. "Vamos pedir uma prorrogação do prazo que venceu no dia 7 de abril para resolver a situação. Queremos mais 180 dias de prazo para tentar equacionar a situação. Caso não seja possível, depois veremos se teremos que judicializar para poder receber os recursos", aponta. O secretário afirma que o município adiantou parte da contrapartida para pagar a construtora pelos serviços que ela já realizou nos lotes 4 e 5. "Parar a obra acho que é difícil. Já fiz antecipação de pagamentos à construtora com medições do município para eventualmente ser ressarcido. Se não fizesse isso a obra iria parar", destaca. Ele afirma que até o momento não existe previsão de regularização da certidão previdenciária. A falta da certidão também implica na impossibilidade de tomar empréstimos em agentes financeiros e executar alguns projetos importantes para a cidade, como o Arco Leste e o Superbus. (V.O.)
Trânsito complicado na Bélgica
A CMTU realiza pelo menos até esta quinta-feira (11) um bloqueio viário na Rua Bélgica (zona sul de Londrina), em função das obras do lote 5 do Arco Leste. Estão sendo executadas as obras de galerias pluviais e a pavimentação do trecho. Assim, os motoristas que seguirem pelas ruas da Canoagem e Almeida Garret precisam contornar a rotatória da barragem do Igapó, percorrendo a Rua Heródoto, atrás da Caapsml, até chegar nas avenidas Duque de Caxias e Inglaterra. Da mesma maneira, quem estiver na Rua Bélgica, no sentido bairro-centro, deverá pegar a Inglaterra e o semáforo da Rua Heródoto para chegar à Almeida Garret e à Souza Naves. Este também será o trajeto dos motoristas que vierem pela Avenida Portugal em direção à região da barragem. (V.O.)