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Proibido ultrapassar - Após mortes, FEL descarta interdição do autódromo

23 mai 2018 às 23:56

A diretoria da FEL (Fundação de Esportes de Londrina) e representantes das Federações Paranaenses de Automobilismo (FPRA) e Motociclismo (FPRM) fizeram uma vistoria na manhã de quarta-feira (23) no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Londrina, depois de duas mortes serem registradas na mesma curva em um período de dez dias. No dia 12, a vítima foi Geferson Rodrigo Vieira, de 40 anos. Uma semana depois, no dia 19, Fernando Budny, de 37, bateu contra a proteção e morreu a caminho do hospital. Ambas as mortes foram por traumatismo craniano, segundo o IML (Instituto Médico-Legal).
Na vistoria, a hipótese de interdição do autódromo foi descartada pelo presidente da FEL, Fernando Madureira. "De imediato íamos fechar o local. Mas surgiu a possibilidade de colocarmos uma bandeira amarela naquela curva, que indica a proibição na ultrapassagem, com risco de penalização ao piloto. Essa mudança vai ficar regulamentada nos próximos contratos de locação", disse.
Madureira acredita que a medida, temporária, irá diminuir os perigos de acidente. "A gente sabe que o piloto vem para ganhar e aproveitar ao máximo a velocidade em todos os trechos. Então, sabendo que pode ser desclassificado onde tiver a bandeira amarela, com certeza ele vai reduzir a velocidade".
O trecho, que é conhecido como "curva cega", atrapalha a visão em especial dos pilotos de moto. "Geralmente os acidentes que acontecem aqui são por toque entre as motos. Pela velocidade que se emprega, não cabe duas motos. Nesse toque sempre uma moto vai para fora da pista e aí que podem acontecer as fatalidades", comentou Juracy Rodrigues, o "Black", piloto e organizador de eventos de motociclismo.
O diretor de motovelocidade da FPRM, Laerte Pradal, informou que um laudo estrutural será feito por engenheiros de ambas as entidades para definir o que será alterado na pista. "Vamos dar início a estudos de viabilidade de alteração no trajeto para garantir segurança aos pilotos. A Confederação Brasileira de Automobilismo já confirmou que tem esse engenheiro e vamos tentar aplicar esses estudos". Pradal também deseja que seja criada uma comissão entre pilotos e organizadores. "Essa comissão vai buscar acompanhar o andamento das obras. Nada vai ser feito sozinho e sem acompanhamento", garantiu.
Rubens Gatti, presidente da FPRA, comentou sobre melhorias que podem ser feitas na pista. "O afastamento dos muros e o reforço na proteção do pneus já foram feitos. Agora temos melhorias de zebra e recape nas curvas para melhor aderência, mas não altera em nada para o automobilismo", afirmou. (Edson Neves/NOSSODIA)


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