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Profissão Professora de Artesanato

31 jul 2014 às 08:34
No meio da tarde, duas ex-alunas chegam de surpresa à escola de artes. A paulista Rose Meire Tadamo, 59 anos, professora de artesanato, confirma que as alunas viram grandes amigas. Sem marcar hora, elas passam para dar um abraço, rever a mestre e conferir as novidades da loja que tem tudo para quem gosta de fazer tricô, crochê e bordados. Na bancada, nas paredes e prateleiras, peças prontinhas ficam à venda e também servem de inspiração. Panos de prato pintados à mão, tapetes de crochês, blusas de lã, caminhos de mesa e uma infinidade de artigos que justificam o nome de loja: Artes Mil.
Aos oito anos de idade, Rose fez sua primeira arte: uma saia de crochê amarela. "Naquela época todo mundo tinha uma saia de crochê. Eu queria muito ter uma, mas em casa todo mundo trabalhava e não tinha tempo. Então minha irmã me ensinou o ponto, eu fiz sozinha e minha mãe colocou o forro para mim", recorda. No Colégio Vicente Rijo, onde estudou, as aulas de artesanato reforçaram o gosto. "Naquela época, as meninas aprendiam artes manuais e o meu primeiro trabalho feito na escola foi um sapatinho de lã", conta. Seguindo a receita do ponto, da ida até a volta, a menininha do primeiro ano escolar finalizou o trabalho com os lacinhos de cetim.
Assim, o gosto de aprender e transmitir o que sabe fez de Rose, como é mais conhecida, uma respeitada professora, que soma mais de 30 anos de ofício. "Tenho muita satisfação de ensinar. E pode me perguntar a mesma coisa mais de 20 vezes que eu não acho ruim, não", diz, sorrindo. Ela conta que nesses mais de 50 anos de experiência com linhas e agulhas, pouca coisa mudou. "As linhas evoluíram muito, há variedades, mas as ferramentas e as técnicas são praticamente todas do tempo da minha bisavó", aponta.
A professora comecei dando aulas em lojas, depois participou da Feira do Feito à Mão e depois divulgar seu trabalho em um shopping no Calçadão de Londrina. "Tenho muita satisfação em ensinar, em ver a pessoa realizada e a arte serve para curar até depressão. Para as crianças também é excelente porque trabalha o raciocínio, a coordenação motora, a agilidade e ajuda nos cálculos. Seria ótimo se fosse introduzida nas escolas porque é um benefício para todas as atividades e disciplinas e serve para a vida toda", garante.
Após um curso do Sebrae, Rose decidiu se tornar empreendedora individual, aprendeu a comercializar suas peças, a colocar preço e a divulgar seus produtos. Em dia com as ferramentas atuais de divulgação, ela não dá ponto sem nó. Domina as redes sociais, tem Facebook, blog, site e muitos contatos. "A maior divulgação é pela internet. Vendo e observo a moda do mundo todo", conclui Rose. (Walkiria Vieira/NOSSODIA)

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