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Profissão Fretista

07 jul 2014 às 08:37

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Não é de hoje que a rotina do fretista Waldomiro Vieira de Souza, 43 anos, é vivida sobre rodas, carregando mudanças ou encomendas. Natural de São Jerônimo da Serra, Waldomiro já trabalhou em fábrica de café e foi instrutor de autoescola por seguidos anos. Mas não era isso que queria para o resto da vida. "Ficava atento a leilões e um dia arrematei um camioneta. Então, comecei a fazer frete e gostei", conta.
De lá para cá, são cerca de 10 anos de muito trabalho e responsabilidade. A bordo de um caminhão baú, ele é responsável por transportar objetos pessoais dentro ou fora de Londrina. "Depois que minha esposa faleceu, três anos atrás, dei uma parada. Foi um baque, pois tenho uma filha de oito anos. Mas resolvi voltar porque prefiro trabalhar por conta do que ser funcionário. Viajo para Campinas, Minas e meu caminhão baú é forte", comenta o fretista.
Waldomiro reconhece que quem é autônomo precisa ser precavido. "O valor de cada serviço varia. Uma mudança pequena na cidade, de uma casa para outra casa, cobro a partir de R$ 120. Apartamento é mais caro porque leva mais tempo, precisa respeitar os horários do condomínio e no Centro precisamos de autorização da CMTU para estacionar", explica. "Tem semana que a gente não para, é muito serviços. Outras, são tranquilas. Então, precisa ser controlado e não pode fazer dívida", reforça.
Sobre os riscos da profissão, Waldomiro explica que além do trânsito, é preciso tomar muito cuidado antes de fechar uma contratação. "Já abri mão de serviço por receio do que fosse transportar. Nessa área precisa ter malícia, desde a hora de fechar o negócio até ter cuidado no local de parada", alerta.
De posse de sua carteira de motorista categoria E, Waldomiro diz que mantém todos os documentos em ordem e o ganha pão nos trinques. "Tem que saber o que está fazendo. Muito aposentado inventa de ser fretista, mas não faz ideia do tamanho da responsabilidade. Eu pego no pesado, ajudo o cliente, pago auxiliar enquanto uns não tem a capacidade de passar uma corda na carga que vai transportar", desabafa. (Walkiria Vieira/NOSSODIA)
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