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Profissão Caricaturista

21 jul 2014 às 08:42

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O desenhista gráfico Marcus Albert Oliveira, 43 anos, é especializado em aeorografia e já trabalhou como ilustrador, mas ganhou destaque no mercado graças às caricaturas que faz. Nascido em Campo Mourão, o artista conta que é eternamente grato a forma como as pessoas de Londrina o acolheram e lhe deram oportunidades de trabalho e reconhecimento.
Por dois anos seguidos, Marcus Albert fez caricaturas ao vivo no antigo programa do Marcão Kareca. "Levei um profissional, mas ele perdeu a coragem. Tive que fazer e dali em diante não parei mais", recorda. Bem antes disso, por volta dos cinco anos de idade, o sofá da casa virou arte nas mãos do menino que só queria pintar e criar. "Minha mãe olhou, olhou. Mesmo brava com a perda do sofá de corvin, preferiu não brigar comigo", conta com alegria. O silêncio da mãe acabou sendo o primeiro incentivo para o artista.
Hoje, Albert faz das pessoas comuns seus personagens principais. Rapidinho, o papel branco ganha vida com seus traços leves e expressivos. Autodidata, ele prefere dizer que cada artista e cada pessoa que passou por sua vida o influenciou de alguma maneira. Com seriedade, Albert conseguiu fazer do desenho sua profissão.
Com o tempo, conquistou respeito, admiradores e uma agenda concorrida. Albert trabalha em eventos de empresas, festas de aniversário, casamentos e para famílias ou amigos que desejam ter sua figura transformada em uma caricatura. A partir de R$ 500 é possível contar com Marcos albert em seu evento. "As pessoas entram na fila que chega a ter até 150 pessoas e só saem de lá com o trabalho pronto", afirma. Para dar conta da organização, a esposa Aline entra em cena e também registra cada convidado ao lado do artista e o trabalho final.
As mãos e a criatividade são suas principais ferramentas de trabalho. Mas anos atrás o profissional foi mordido por um cachorro e colocou em prática a máxima que diz que "a necessidade é a mãe da invenção". "O evento estava agendado há seis meses e eu não poderia faltar. Estava com a mão cheia de pontos e tive a ideia de levar as canetinhas e a aquarela. Passei a fazer menos força do que com o lápis e o trabalho ficou muito mais bonito", comenta. (Walkiria Vieira/NOSSODIA)
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