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Profissão Artesã de flores de EVA

25 ago 2014 às 08:31

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Casada há mais de 30 anos, mãe de três filhos e apaixonada pelos três netos, Honorina Irene Silva Santo, 50 anos, conta que sempre fez algo mais além de cuidar dos filhos, da casa e do maridão. Quatro anos atrás, investiu uma bolada para aprender a fazer flores de EVA e hoje colhe frutos de tudo o que aprendeu. "Um pessoal de Maringá veio oferecer o curso, comprei as formas, que são de alumínio e desembolsei uns R$ 7 mil reais", detalha. Em dois anos, a comerciante chegou a comercializar 750 vasos de rosas de EVA. "No sábado, dia que meu marido tinha folga, a gente saía como o carro cheio e vendia de porta em porta", reforça.
Hoje, a comerciante lança mão de ferramentas como o facebook para divulgar os trabalhos que faz. "Um amigo curte, outro também, compartilham e quando vejo já vendi", comenta. Há 60 dias, Honorina sentiu necessidade de ter um espaço para atender os clientes porque a casa já estava ficando lotada com vasos, plantas e acessórios.
A artesã diz que tem perfil empreendedor. Ela vai atrás de fornecedores, faz as compras e monta os arranjos de acordo com o ambiente de cada cliente. "Vou para São Paulo no bate e volta. É um sofrimento, mas vale a pena", comenta. De arranjos feitos para o aparador ou adornos para centros de mesa, Honorina diz que consegue enxergar o que fica melhor em cada lugar. "Quando a cliente começa a poluir muito, já vou lá e explico que muita informação não funciona", continua.
A lojinha perto de uma escola é outro fator que ajuda a turbinar as vendas. "Aqui passa muita gente, as mães que trazem os filhos dão uma paradinha e já aconteceu de a pessoa descer do ônibus para comprar", relata.
Entre as flores permanentes estão as minirosas, flor de pessegueiro, orquídeas, tulipas, amarílis e lavandas. De acordo com Honorina, os clientes escolhem para colocar em casa, no consultório médico ou odontológico, entre muitos outros espaços. Mas o bom gosto é uma regra para todos os ambientes. "A vantagem da planta permanente é que é lavável e não provoca alergia. Quando a pessoa volta de viagem, a planta está lá bonitinha e não oferece risco de criar mosquito da dengue", valoriza. (Walkiria Vieira/NOSSODIA)
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