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Profissão Alfaiate

01 set 2014 às 08:31

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Quem é muito alto ou muito baixo, sabe que nem toda roupa que enche os olhos na vitrine fica bem no corpo. Graças ao trabalho do alfaiate especializado em ajustes, Márcio Luiz de Assis, 63 anos, nem tudo está perdido. Com 48 anos de experiência, ele orgulha-se da única profissão estampada em sua carteira de trabalho. "Comecei com 18 anos em varrendo a alfaiataria. Não ganhava nada, mas foi graças a essa oportunidade que aprendi tudo o que sei", conta.
Nascido em Cambé, o tio do alfaiate serviu de espelho e fez do sobrinho o calceiro da alfaiataria. "Um fazia paletó e a primeira coisa que tive que aprender foi costurar casinha na mão e a usar o dedal. Hoje, quando o cliente prefere esperar, peço para ele tomar um cafezinho e é o tempo suficiente para eu fazer a barra na mão", orgulha-se.
No ambiente de trabalho lá estão tesoura, esquadro, fita métrica, linhas, agulha, giz água e uma bancada que serve de base para o alfaiate cortar, riscar e até passar a roupa do cliente. Uma máquina industrial, reta, dá uma forcinha. "Essa é ligeira", elogia o profissional.
Há oito anos, Assis trabalha em uma loja no Centro de Londrina especializada em ternos e camisas. Quando a peça precisa de ajuste, a cortesia é por conta da casa e a elegância, uma regra. Encurtar comprimento do paletó, das mangas e sem medo de desmontar a peça inteira é com o alfaiate mesmo. "Precisa ter a cabeça fresca, ter paciência e atenção" explica.
O salário varia de um profissional para outro. Assis explica que ele recebe salário fixo, mas diz que em alguns lugares o alfaiate recebe por serviço. "Tem alfaiate que cobra até R$ 5 mil por um terno e R$ 10 mil por um vestido. Eu me aposentei, mas amo o que faço e continuo trabalhando por causa disso", diz.
Em plena forma, Assis explica que a roupa não faz milagres e não é na marra que a pessoa vai ficar bem vestida. "Nosso trabalho mexe com a autoestima da pessoa e um terno é capaz de transformar o homem a ponto de mudar a roupa do dia a dia porque ele passa a se sentir melhor", comenta. (Walkiria Vieira/NOSSODIA)
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