Durante 25 anos, Oraci Frutuoso Machado, 68 anos, trabalhou com manutenção de máquina de xerox. "Comecei em 1972 em São Paulo, fui para o Rio fazer cursos e em 1975 vim para Londrina. fiquei, e me aposentei."
Há oito anos, passou a se dedicar ao conserto de eletrodomésticos e panelas. "Eu não sei ficar parado. TV e computador para mim não serve", admite. Nascido de parteira em Alvorada do Sul, o aposentado considera que se reinventou depois da aposentadoria. "Foi instinto. Eu tava parado, queria uma atividade e deu certo. Tenho freguesia boa e referência, porque faço tudo benfeito", diz, enquanto atende uma freguesa que lhe pediu para corrigir o serviço de um terceiro. "Tem que fazer benfeito", observa.
Numa ponta de sol da feira, o professor Pardal das panelas se aquece e vai deixando cheio o bloquinho de serviços. Vende borracha de panela de pressão e até transforma em frigideira a antiga panela de 4,5 litros. "Eu não pego muito (pedidos) e nem vou a muitas feiras que é pra dar conta do serviço." E o nome diferente até ajuda: estampa seu cartão de visitas e o cartaz de propaganda ao lado do carro. "Na vida inteira, até hoje, só encontrei um xará", gaba-se.
Filho de um mineiro de Cabo Verde, ele também aprecia o que vai dentro das panelas, mas pega leve no garfo. "Tenho diabetes, já perdi três irmãos, então me cuido. A canjicada mesmo, como bem pouquinho", garante. (Walkiria Vieira/NOSSODIA)
Há oito anos, passou a se dedicar ao conserto de eletrodomésticos e panelas. "Eu não sei ficar parado. TV e computador para mim não serve", admite. Nascido de parteira em Alvorada do Sul, o aposentado considera que se reinventou depois da aposentadoria. "Foi instinto. Eu tava parado, queria uma atividade e deu certo. Tenho freguesia boa e referência, porque faço tudo benfeito", diz, enquanto atende uma freguesa que lhe pediu para corrigir o serviço de um terceiro. "Tem que fazer benfeito", observa.
Numa ponta de sol da feira, o professor Pardal das panelas se aquece e vai deixando cheio o bloquinho de serviços. Vende borracha de panela de pressão e até transforma em frigideira a antiga panela de 4,5 litros. "Eu não pego muito (pedidos) e nem vou a muitas feiras que é pra dar conta do serviço." E o nome diferente até ajuda: estampa seu cartão de visitas e o cartaz de propaganda ao lado do carro. "Na vida inteira, até hoje, só encontrei um xará", gaba-se.
Filho de um mineiro de Cabo Verde, ele também aprecia o que vai dentro das panelas, mas pega leve no garfo. "Tenho diabetes, já perdi três irmãos, então me cuido. A canjicada mesmo, como bem pouquinho", garante. (Walkiria Vieira/NOSSODIA)