A dor de Oliveira piora porque as baixas temperaturas causam vasoconstrição, o que diminui o aporte sanguíneo para os tecidos. Esse é a característica do chamado Fenômeno de Raynaud. "A pele fica fria e gera uma área empalidecida bem demarcada ou uma cianose (coloração azul-arroxeada) nos dedos das mãos e dos pés. Algumas pessoas também sentirão a pele pálida e fria em orelhas, nariz, face, joelhos, ou seja, em qualquer área exposta", afirma o reumatologista Marco Antônio Rocha Loures, presidente da SPR (Sociedade Paranaense de Reumatologia).
Ele destaca que a ocorrência de Raynaud é grave, pois, dependendo das lesões, a pessoa pode perder as extremidades dos dedos. A analista financeiro Itauana Morgenstern, 35, passou perto desse risco. "Levei três semanas para buscar ajuda e o médico me disse que se eu tivesse demorado mais três dias, eu poderia ter os dedos amputados", conta. O primeiro sinal que ela sentiu da esclerose sistêmica foi o fenômeno de Raynaud.
No inverno de 2016, Morgenstern sentiu que os dedos da mão direita estavam gelados e com o passar dos dias foram ficando roxos e com fraqueza muscular. "Também senti dores no joelho, ombros, tornozelos e punhos. E logo comecei a sentir dificuldades na respiração", lembra.
O diagnóstico concreto foi em fevereiro de 2017, pois até então havia apenas uma suspeita da doença. "Agora, mal começou a esfriar e as dores já voltaram no joelho. É como se as juntas estivessem enferrujadas. E os sintomas do Raynaud também voltam. Sinto uma ardência quando os dedos mudam de cor", comenta ela, que mantém a página no Facebook "Quem disse que eu não posso?". O canal, que tem quase cinco mil seguidores, foi o meio que Morgenstern encontrou para compartilhar sua experiência em relação à doença e desconstruir a visão que muitas pessoas têm em relação aos pacientes. "Quero mostrar que elas podem continuar fazendo o que gostam, dentro de suas limitações. Além disso, assim como toda doença, é preciso ter esclarecimento e divulgação para que todos possam buscar ajuda médica logo no início dos sintomas", completa.
De acordo com Loures, o desafio das entidades brasileiras e internacionais em reumatologia é justamente fazer o diagnóstico e tratamento precoce com um especialista. "Porque, ao tratar, as lesões são reversíveis. Hoje, os pacientes já contam com um arsenal terapêutico satisfatório para impedir essas progressões", destaca. De acordo com o Ministério da Saúde, aproximadamente 12 milhões de brasileiros são acometidos pelas doenças reumáticas. (M.O.)
Ele destaca que a ocorrência de Raynaud é grave, pois, dependendo das lesões, a pessoa pode perder as extremidades dos dedos. A analista financeiro Itauana Morgenstern, 35, passou perto desse risco. "Levei três semanas para buscar ajuda e o médico me disse que se eu tivesse demorado mais três dias, eu poderia ter os dedos amputados", conta. O primeiro sinal que ela sentiu da esclerose sistêmica foi o fenômeno de Raynaud.
No inverno de 2016, Morgenstern sentiu que os dedos da mão direita estavam gelados e com o passar dos dias foram ficando roxos e com fraqueza muscular. "Também senti dores no joelho, ombros, tornozelos e punhos. E logo comecei a sentir dificuldades na respiração", lembra.
O diagnóstico concreto foi em fevereiro de 2017, pois até então havia apenas uma suspeita da doença. "Agora, mal começou a esfriar e as dores já voltaram no joelho. É como se as juntas estivessem enferrujadas. E os sintomas do Raynaud também voltam. Sinto uma ardência quando os dedos mudam de cor", comenta ela, que mantém a página no Facebook "Quem disse que eu não posso?". O canal, que tem quase cinco mil seguidores, foi o meio que Morgenstern encontrou para compartilhar sua experiência em relação à doença e desconstruir a visão que muitas pessoas têm em relação aos pacientes. "Quero mostrar que elas podem continuar fazendo o que gostam, dentro de suas limitações. Além disso, assim como toda doença, é preciso ter esclarecimento e divulgação para que todos possam buscar ajuda médica logo no início dos sintomas", completa.
De acordo com Loures, o desafio das entidades brasileiras e internacionais em reumatologia é justamente fazer o diagnóstico e tratamento precoce com um especialista. "Porque, ao tratar, as lesões são reversíveis. Hoje, os pacientes já contam com um arsenal terapêutico satisfatório para impedir essas progressões", destaca. De acordo com o Ministério da Saúde, aproximadamente 12 milhões de brasileiros são acometidos pelas doenças reumáticas. (M.O.)