Reclamações sobre esse quadro não faltam e no Conselho Tutelar são em média 200 queixas diárias em função da recusa de vaga para crianças. De acordo com a conselheira e socióloga Maria Inez Gomes, o período de volta às aulas colocou o problema em evidência para toda a sociedade. "O Conselho Tutelar é um órgão de garantia de direitos à educação de crianças e adolescentes e nesse caso, um direito está sendo violado", enfatiza. Segundo a conselheira, o relato das mães se repete nas quatro regiões da cidade. "A mãe quer trabalhar, tem o emprego, mas não tem lugar para deixar a criança. Fizemos as requisições, mas a Secretaria de Educação não deu prazo. Falta prioridade do município para sanar essa demanda", afirma a conselheira. "No papel e no discurso", ressalta. "Conseguimos vagas para casos de situação de risco – a criança vai ficar sozinha, quando a mãe é arrimo de família, ou há uma situação de violência." (W.V.)