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PRIMAVERA SELVAGEM - Pedestres disputam calçada com matagal

Paulo Monteiro
NOSSODIA
05 out 2015 às 10:14

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Paulo Monteiro
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Não está fácil para ninguém. Muito menos para quem caminha pela Avenida Duque de Caxias, na zona sul de Londrina, em direção ao Jardim Igapó. Ao lado direito da via, próximo ao fundo de vale, o matagal não para de crescer. A vegetação começou a ocupar também a calçada, forçando os pedestres a dividir a rua com os veículos. Detalhe: o local fica ao lado da Prefeitura de Londrina, bem na vista da administração municipal.
Alguns optam em atravessar as duas pistas da Duque, além do canteiro, para evitar o mato selvagem. "Eu mesmo venho para este lado da Duque porque tenho medo de alguém sair do mato e me assaltar, por exemplo", conta a vendedora Kátia Zacarias. "Trabalho no Centro, mas vivo no Jardim Igapó. Gosto de ir e voltar caminhando, mas esse tipo de situação me desanima", lamenta a vendedora.
Se os pedestres já ficam com receio durante o dia, imagina no período da noite. "Aí não tem como. Ainda não fiquei sabendo de assaltos aqui, mas ninguém arrisca depois que escurece", comenta o marceneiro Celso Siqueira. "Para não me machucar o meu braço nesse matagal, passo pela rua, junto aos carros. Além do perigo de roubo, tem também o incomodo com os mosquitos que saem deste fundo de vale", detalha o marceneiro, acrescentando que o problema irá aumentar por causa das chuvas e do aumento na temperatura, com a chegada da primavera.

Na Bélgica, o problema é o lixo que o povo porco e mal educado faz questão de jogar nos terrenos vazios ou no fundo de vale
Na Bélgica, o problema é o lixo que o povo porco e mal educado faz questão de jogar nos terrenos vazios ou no fundo de vale

Cemitério de televisores
Ainda no Jardim Igapó, os moradores reclamam da falta de limpeza em um fundo de vale localizado na lateral da Rua Bélgica. O ponto mais crítico fica na esquina com a Rua Monte Carlo. Por causa do mato alto, muitos objetos, como aparelhos de televisão, são descartados no local, pois a vegetação acaba "camuflando" a sujeira.
A metros do local, no Jardim São Vicente, uma data vazia também é usada para o descarte irregular de lixo. Neste, em específico, a grande quantidade de entulhos e galhos completa o cenário de abandono. Não é possível saber se o terreno pertence ao município ou é de propriedade privada. (P.M.)

Descarte virou hábito
Em relação ao descarte irregular, a assessora de comunicação da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização de Londrina (CMTU) informou que mutirões são realizados para amenizar a sujeira, porém o descarte na cidade pode ter se tornado um hábito. Em caso de flagrante, de acordo com o Código de Posturas do município, a multa pode variar entre R$ 60 e R$ 3 mil. Em se tratando de crime ambiental, destacou a assessoria, a punição pode passar de R$ 1 milhão. Sobre os pontos da Rua Bélgica apontados no texto, a CMTU explicou que o espaço no Jardim São Vicente seja privado e o proprietário pode ser notificado ou multado. Caso a companhia faça a limpeza, a conta do serviço será a ele encaminhada. Em relação ao terreno próximo à Rua Monte Carlo, agentes irão ao local avaliar a gravidade do problema antes da limpeza. Segundo a assessoria, a expectativa é que o corte do mato na região seja realizado em duas semanas. Lembrando que a capina em fundos de vale deve ser feita a partir de três metros da área de passeio. (P.M.)


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