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Presos metem a faca em tornozeleiras

15 dez 2014 às 08:10
Na última semana, 15 presos deixaram a Delegacia de Cambé para cumprir o restante das penas em suas casas. Eles receberam tornozeleiras eletrônicas e passaram a ser monitorados, podendo circular em locais e horários estipulados pela Secretaria Estadual de Justiça. O problema é que dois deles cortaram as alças que prendiam o equipamento e caíram no mundo. Agora são considerados foragidos. Caso sejam recapturados, pagarão o restante das penas atrás das grades.
Segundo o delegado de Cambé, Jorge Barbosa, os fujões são: Ismael Marco Rocco, 34 anos, com antecedentes por furto e agressão; e Valcir Rogério Mori (seus antecedentes não foram divulgados). Policiais foram até a casa de Rocco, no Jardim Tarobá, em Cambé, mas só acharam a tornozeleira cortada. O outro foragido teria brigado com o irmão e, por medo de voltar para a cadeia, teria decidido se livrar do equipamento e desaparecer.
"Todos são condenadas por crimes considerados leves e tinham um bom comportamento. Mas esses dois cometeram um grande erro. Agora, se forem detidos novamente, vão perder o benefício do regime semiaberto e cumprir as penas em regime fechado", destacou o delegado.
Com o programa de rastreamento eletrônico de presos, o objetivo do Governo é reduzir em mais de 85% o custo do preso para o Estado, além de ser uma maneira alternativa para desafogar o sistema carcerário. O benefício começou a ser concedido no dia 16 de outubro. (Paulo Monteiro/NOSSODIA)

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