O NOSSODIA avisa: prepare o bolso. A partir de setembro, as contas de água e esgoto dos paranaenses virão com o reajuste extraordinário médio de 8%. A autorização do aumento foi dada à Sanepar pelo decreto estadual número 2.010, assinado pelo governador Beto Richa, e publicada na quarta-feira no Diário Oficial do Paraná. Neste ano, a companhia já havia reajustado as tarifas em 12,5% - aumento que começou a ser cobrado parte em março e o restante em junho.
Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), os preços praticados pela empresa sobem acima da inflação. O economista da instituição Fabiano Camargo da Silva fez três cálculos. Um deles compara os 61% de aumento da Sanepar desde 2011 - início do governo Richa - com a inflação do período. Segundo ele, a tarifa subiu 22,3% acima da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Quando a comparação é feita desde 1994, ano do lançamento do Plano Real, a "vantagem" do aumento de tarifa sobre o IPCA é de 26,1%.
Procurada pela reportagem, a Sanepar disse considerar complicada a comparação feita pelo Dieese. "Trata-se de um assunto bastante técnico", declara o diretor Financeiro, Gustavo Guimarães. Segundo ele, há uma "distância grande" entre a inflação medida pelo IPCA e a realidade de um negócio como o da companhia.
Ele sustenta que o aumento da energia elétrica é o principal fator que justifica o novo reajuste. A energia, de acordo com ele, é o principal insumo da Sanepar. Para fazer uma comparação do aumento de tarifa de água com a inflação, de acordo com o diretor, é necessário levar em conta também os preços do setor elétrico.
Guimarães diz também ser preciso considerar que a companhia absorve custos de perda de água causados por hábitos de consumo da população, o que inclui pirataria (gatos).
Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), os preços praticados pela empresa sobem acima da inflação. O economista da instituição Fabiano Camargo da Silva fez três cálculos. Um deles compara os 61% de aumento da Sanepar desde 2011 - início do governo Richa - com a inflação do período. Segundo ele, a tarifa subiu 22,3% acima da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Quando a comparação é feita desde 1994, ano do lançamento do Plano Real, a "vantagem" do aumento de tarifa sobre o IPCA é de 26,1%.
Procurada pela reportagem, a Sanepar disse considerar complicada a comparação feita pelo Dieese. "Trata-se de um assunto bastante técnico", declara o diretor Financeiro, Gustavo Guimarães. Segundo ele, há uma "distância grande" entre a inflação medida pelo IPCA e a realidade de um negócio como o da companhia.
Ele sustenta que o aumento da energia elétrica é o principal fator que justifica o novo reajuste. A energia, de acordo com ele, é o principal insumo da Sanepar. Para fazer uma comparação do aumento de tarifa de água com a inflação, de acordo com o diretor, é necessário levar em conta também os preços do setor elétrico.
Guimarães diz também ser preciso considerar que a companhia absorve custos de perda de água causados por hábitos de consumo da população, o que inclui pirataria (gatos).