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PREFERIDO DA BANDIDAGEM - Recordista: posto foi assaltado 30 vezes

17 ago 2016 às 22:51

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Paulo Monteiro
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Um posto de combustíveis detém o triste recorde de estabelecimento mais assaltado de Londrina. Localizado na Avenida Tiradentes, zona oeste do município, o comércio foi roubado 30 vezes em apenas três anos de trabalho. Somente nas últimas semanas, os ladrões "visitaram" o posto seis vezes. Segundo o gerente, os bandidos continuam em liberdade e podem voltar a "tocar o terror" a qualquer momento.
"O último assalto foi na segunda-feira. O procedimento dos bandidos é sempre o mesmo. Dois ladrões chegam em uma moto, um deles desce e entra na loja de conveniência. Com um revólver (calibre) 38 na mão, dá a voz de assalto e leva todo o dinheiro do caixa", conta Luiz Bolognesi, gerente do estabelecimento. "Nos últimos 15 dias, seis roubos ocorreram aqui. Não tenho informações se o ladrão foi preso ou pelo menos identificado", revela.
Segundo ele, a situação se repete há pelos menos três anos. Neste período, Bolognesi afirma que foram 30 assaltos. Apesar do número, ninguém ainda foi ferido. "A orientação para os funcionários é que ninguém resista aos assaltos. Mesmo assim temos muito medo de alguém se ferir, seja um funcionário, um cliente e até mesmo o próprio bandido." O gerente revela que a Polícia Militar é sempre chamada após os crimes, boletins de ocorrência são registrados, mas ainda nenhum suspeito havia sido preso. Ultimamente, como mostram as imagens das câmeras de vigilância, o bandido já nem esconde mais o rosto, atua com tranquilidade. "Não vislumbramos mais uma solução", acrescenta, demonstrando abatimento. (Paulo Monteiro/NOSSODIA)

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Para diminuir o prejuízo
Luiz Bolognesi prefere não dar detalhes sobre a quantidade de dinheiro levada pelos criminosos. Ele reforça que procura tomar algumas medidas para evitar um prejuízo maior. "Procuramos não deixar muito dinheiro no caixa. A maior parte é encaminhada para o cofre e recolhido todos os dias. Além disso, muitos clientes realizam o pagamento com cartão de crédito", explica o gerente. O posto, que atende durante o dia e a noite, não possui um segurança privado. "Nos custaria cerca de R$ 500 por dia", diz ele, acrescentando que, na maioria das vezes, os assaltantes aparecem no fim da tarde e na sextas-feiras. (P.M.)

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