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Preconceito em jogo

07 ago 2014 às 08:46

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Um triste som assola os ouvidos dos jogadores brasileiros negros que escolhem atuar na Europa. Vindo das arquibancadas, o ruido que imita os guinchos de macacos é usado por torcidas adversárias para desestruturar os atletas em campo. O jogador Vinícius de Oliveira Fabrão, de 25 anos, atuou seis anos no Leste Europeu e não se acostumou com as ofensas racistas da torcida.
"O sentimento é de humilhação, pois não criticam a atuação do jogador, criticam a cor da pele. Eu sempre me impus com relação a comportamentos racistas. Com o tempo, passei a não me sentir mais humilhado", conta.
O pior episódio sofrido pelo atleta foi em um clube da Romênia. Durante o treinamento, após errar um movimento, o técnico gritou que não aguentava mais o jogador e o chamou de macaco. "Joguei o colete no chão e saí do campo porque considerei o comportamento muito absurdo. Depois o treinador veio me pedir desculpas. Eu respondi que aquilo não se fazia e que ele tem de respeitar a todos. Depois deste fato, passei a ser admirado. Não podia aceitar a agressão, para não virar rotina", afirma.
Fabrão avalia que pela pouca presença de negros, não há preocupação dos clubes em combater o racismo no Leste Europeu como acredita ocorrer no Brasil. Por isso, ele avalia que campanhas como a da Fifa, que discutiu o racismo na Copa do Mundo, são muito importantes para fazer o problema chegar a ser discutido pelas federações europeias. (Carolina Avansini/Folha de Londrina)
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