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Praga urbana - Carrapatos tocam o terror em bairro da ZN

Walkiria Vieira
NOSSODIA
27 fev 2017 às 10:16

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Walkiria Vieira
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Há uma semana, a rotina do aposentado Nelson Sanches, 55 anos, morador do Hilda Mandarino 2, zona norte, mudou. Chegar em casa já não tem a mesma alegria devido à morte de Lilica, seis anos, cachorra de estimação da família, vítima de erliquiose, a doença do carrapato. "Ela foi ficando amuada, não comia e levamos ao veterinário. Fizemos todos os exames e infelizmente estava com a doença do carrapato." Ainda consternado com a recente perda, seu Nelson observa o pote onde cadelinha comia ração. "Gastamos dinheiro, tínhamos esperança, e na madrugada em que faleceu eu estava dando remédio de seringa para ela. Espero que outras pessoas não passem por essa dor." De acordo com o veterinário que cuidava de Lilica, Danilo Gama Martins, um cachorro de rua pode até ter muitos, mas se o carrapato não estiver contaminado com a bactéria, o animal não irá desenvolver a doença." Martins alerta que o problema não se limita ao jardim Hilda Mandarino, na zona norte. "É em toda a cidade e beira um caso por dia". O veterinário alerta para o fato de a doença ser porta de entrada para outras, uma vez que o animal fica demasiadamente debilitado. "A erliquiose destrói as células vermelhas do sangue, leva à baixa de plaquetas e o animal já começa a dar sinais de tristeza."

Casa nova, problemas novos
Ao se mudar de Santa Cecília do Pavão, a dona de casa Érica Oliveira Sampaio, sabia que a mudança para Londrina exigiria lá suas adaptações. Mas logo de cara levou um susto. "Fui varrer dentro da casa e não acreditei na quantidade de carrapatos que estava vendo. É assustador", indigna-se. Há três dias na nova casa, redobrou os cuidados com os quatro filhos, com idades entre um e oito anos. "Ainda bem que a gente não tem cachorro, seria mais um para sofrer." Na tentativa de solucionar o problema, a dona de casa explica que passou veneno pela casa e pelo pequeno corredor externo, pois não tem quintal. "Espero que alguma providência seja tomada, pois sei que a doença do carrapato pode levar à morte". Já o aposentado Antonio Forquinm, 78 anos, disse que está sempre atento aos cuidados com Baby, a cachorra de três anos. "Passo remédio na nuca dela e nunca teve nada. Cada um tem que fazer a sua parte para livrar a terra, o ar e os bairros do carrapato", discursa. A diarista Célia Imaculada Braga, 55 anos, atribui à quantidade de cachorros à solta um das causas do problema. Moradora da rua Rua Sebastião Honorato Nascimento há 25 anos, diz que mantém tudo em ordem em sua casa e quintal. (W.V.)


Saúde Ambiental orienta população
De acordo com o médico veterinário da Coordenadoria de Saúde Ambiental e Zoonoses de Londrina, Valmor Venturini, a população deve colaborar com a limpeza do ambiente e os cuidados com cães, gatos, cavalos e bois. "Podemos controlar, mas não erradicar o problema. Animais como cavalos e bois soltos contribuem para complicar a situação." Venturini explica que a fêmea do carrapato, na fase adulta, pode colocar de três a cinco mil ovos. "É importante cuidar dos animais, não deixar eles soltos na rua, manter grama bem cortada e a cada 21 dias, se for o caso, aplicar veneno. Além disso, ouvir todas as orientações do veterinário e colocar em prática." Venturini ressalta que animais soltos devem ser denunciados à Sema e que a Vigilância Ambiental realiza visitas de orientação. "Mas não aplicamos veneno e nem cedemos coleiras com medicação para os animais". (W.V.)

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