Velho conhecido dos moradores da zona norte, o congestionamento é motivo de muita dor de cabeça, irritação e atraso. Um exemplo de onde isso acontece frequentemente é na Avenida Saul Elkind, no cruzamento com a Rua Coletor Anísio Ribas Bueno, e também nas vias de acesso aos jardins São Jorge, Maria Celina e Vista Bela. O vendedor Leandro Lima, 25 anos, trabalha na Coletor Anísio Ribas Bueno e confirma: "Quando dá 17h começa. Daí pra frente só vai piorando. Quem sai do São Jorge ou do Maria Celina, sofre. Tanto na hora que vai trabalhar, como na volta."
Na opinião do vendedor, que escapa do problema porque entra e sai antes do rush, a sinalização poderia mudar esse quadro. "Falta sinalização e aqui é muito perigoso. Os postes aqui da frente foram trocados duas vezes, sendo que uma vez foi uma trombada de caminhão, depois um carro menor acertou em cheio. Já vi máquina com pá carregadeira atingir motoqueiro e aqui o risco é grande porque passa de tudo: carroça, caminhão pesado, cavalo solto e tem ponto de ônibus dos dois lados. Fiscalização que é bom, nada", desabafa.
Resposta da CMTU
Segundo o diretor de trânsito da CMTU, Hemerson Pacheco, até o momento não há o registro de reclamações nos locais mencionados, bem como não há a solicitação de sinalização nessas vias. No entanto, a CMTU está acompanhando os pontos descritos (dentre outros da região norte) para repassar um estudo ao Ippul, conforme as necessidades averiguadas. Quanto às infrações, a fiscalização também é realizada na zona norte (como em outras regiões da cidade) e no caso de irregularidades flagradas, os agentes autuam os infratores.(WV)
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Atravessar a rua é quase uma missão impossível
Resposta do IPPUL
Questionado se havia algum estudo ou planejamento neste ano para os acessos citados, o diretor de Trânsito do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano(IPPUL), João Ulisses Lopes, disse que não há nada a programado. "O ano para nós ainda está começando. Não tenho nada programado e não tenho conhecimento sobre esses problemas. Preciso ir ao local, fazer uma contagem de veículos e mandar o pessoal lá. É possível fazer uma vistoria. Sobre os constantes acidentes, Lopes afirmou: "Acidentes acontecem mesmo. Isso eu sei sim." O diretor de Trânsito acrescentou ainda que em relação aos congestionamentos, o pior está por vir: "Com o novo empreendimento, Moradas de Portugal, vai piorar." (WV)
Quando falta sinalização e fiscalização, sobra medo
O cruzamento da Avenida André Buk com a Giocondo Maturi é para os moradores do jardim Padovani uma referência. Só que de medo. O comerciante Lindomar Alves, 43 anos, é testemunha dos riscos que as vias representam. "Senhoras com sacolas e crianças ficam muito expostas ao movimento intenso e infelizmente os acidentes acontecem. Os clientes dos supermercado vem do Bela Vista, Maria Celina, São Jorge, Cafezal e a gente se preocupa. Na época de eleição, é só promessa, depois é assim. Só espero que mais famílias não sofram para eles melhorarem porque já morreu gente bem aqui na frente", diz. No momento em que a reportagem estava no local, um menor de idade trafegava com um Fiat uno branco, com diversas avarias, e seguiu em direção ao residencial Vista Bela. "Esse menino tem treze anos e vive pra cima e pra baixo assim, correndo", disse um morador do bairro que preferiu não se identificar. A vendedora autônoma Lourdes Maria do Espírito Santo, 57 anos, mora no Residencial Vista Bela há três anos e considera que o trânsito da região é bastante confuso. "Nesse período, aumentou muito o fluxo de carros e motos. Nos acidentes, já vi perna quebrada, bacia e já passou da hora do local receber melhorias", reclama. "A CMTU passa aqui direto, sabe do problema, mas isso aqui tá um caos. Tanto é que eu tenho carro, mas com tanto medo, prefiro ir no coletivo e me sinto mais segura", acrescenta. (WV)