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PR-445 bloqueada por 22h - Familiares de presos fecham rodovia

29 out 2015 às 08:33

Depois de 22 horas, familiares de presos da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL 2) liberaram a PR-445, no trecho próximo à Avenida Guilherme de Almeida, na zona sul da cidade. No final da tarde de terça, um grupo de cerca de 80 pessoas, formado na maioria por mães e mulheres de presos, havia bloqueado o trânsito com pneus, galhos e tambores.
A fila de carros e caminhões chegou aos oito quilômetros na manhã de quarta no sentido Tamarana-Londrina. De acordo com o comandante da 2ª Companhia da Polícia Rodoviária Estadual (PRE) em Londrina, capitão Alessandro Luís Wolski, as equipes da PRE fizeram o desvio do trânsito a partir das primeiras horas de protesto, o que evitou um congestionamento ainda maior.
Na manhã de quarta, manifestantes atearam fogo nos pneus. A liberação da rodovia (às 15 horas) ocorreu após a garantia do juiz da Vara de Execuções Penais (VEP) de Londrina, Katsujo Nakadomari, da entrada de representantes da Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Vereadores na penitenciária, marcada para sexta. Até o final da tarde de quarta, os manifestantes tentavam negociar também o acesso de pelo menos um familiar à PEL 2.
No acordo, as mulheres se comprometeram a liberar a rodovia e não dormirem mais em frente à PEL 2 ou do prédio da VEP. A principal reclamação das manifestantes é que depois de mais de 20 dias da rebelião. O número de foragidos que chegou a ser divulgado como 25, foi corrigido para 20. O desencontro de informações faz com que os parentes desconfiem dos dados oficiais. Segundo Paloma Andrea Laureano, de 20 anos, o protesto só tornou a ocorrer porque as promessas anteriores não foram cumpridas. Ela comemorou a liberação da entrada dos representantes da comissão na penitenciária. "A gente queria que um de nós pudesse entrar lá, mas só de saber que a comissão dos Direitos Humanos vai poder ver a situação de perto já é um alívio", conta.

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