Com certeza, há muitas vias da cidade em péssimas condições. Porém, poucas tão avariadas como a Rua Sílvio Lourenço Leite, no Conjunto Cafezal 2, Zona Sul de Londrina. Além de estar com a extensão completamente tomada por buracos, o que deixa a situação ainda mais perigosa são as milhares de pedras soltas, que se desprenderam do velho asfalto. Problema que vem causando muitos acidentes.
"Um motociclista já caiu neste monte de pedras e quase morreu. O ‘cara’ vem correndo e não sabe que, bem perto desta curva, tem estas pedras soltas. Aí ele tenta frear mas não tem mais jeito e cai", conta Adriano de Carvalho, morador da rua.
Revoltada com a atual situação da via, a dona de casa Romilda Neves Gonçalves afirma já ter telefonado diversas vezes exigindo uma melhoria da Prefeitura. "Já liguei pedindo uma reforma deste asfalto. Faz, no mínimo, 10 anos que está desse jeito. Quando chove é ainda pior, tem carro que fica atolado nesses buracos", afirma ela.
Segundo a dona Romilda, funcionários da Prefeitura até estiveram no local, porém foram embora sem dar um "talento" na Rua Sílvio Lourenço Leite. "O pessoal chegou em um caminhão, com pás e enxadas. Achei que iriam fazer uma reforma completa, mas, ao verem a situação, disseram que era apenas para tampar buracos. Viraram as costas e foram embora sem fazer nada", diz a moradora.
A realidade das ruas das periferias se contrasta com as do Centro. Onde, apesar não estarem tão deterioradas como as dos bairros, estão sendo revitalizadas.
O NOSSODIA repassou o problema do Conjunto Cafezal 2 ao secretário municipal de Obras, Walmir Matos, que anotou o endereço e informou que uma equipe avaliaria a situação no local. Porém, não pôde afirmar quando poderá, enfim, reformar a rua.
Já sobre a revitalização das ruas no Centro, que estão em melhores condições que as da periferia, ele explicou. "Temos um cronograma de obras. Nosso objetivo é atender todos os bairros, mas temos consciência de que isso talvez não será possível. Estamos trabalhando nas ruas do Centro da cidade por causa da grande quantidade de veículos que nelas trafegam. Não posso deixar de recapear uma rua como a Mato Grosso, por exemplo, onde passam cerca de cinco mil veículos ao dia, para atender uma que passa dois carros", justificou Matos. "A gente procura realizar um trabalho de prevenção e recapear as ruas da região Central antes que comecem a se deteriorar completamente. Isso daria uma mão de obra ainda maior para nós", reforça. (P.M.)
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