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Postos viram mocó, atalho e estacionamento

04 ago 2014 às 08:20
Enquanto a administração pública não usa as áreas deixadas pelos antigos postos de combustíveis da Petrobras na cidade, algumas pessoas resolveram dar nova utilidade a eles. Atualmente, ao menos três imóveis estão em plena atividade e sendo aproveitados como estacionamento, moradia e até atalho para motoristas apressadinhos.
Em Londrina, seis postos eram tocados pela Petrobras, por meio de contrato de concessão. Em 2011, quando venceu o acordo de exploração após 20 anos, todos eles foram retomados pela Prefeitura.
Na avenida Dez de Dezembro, próximo ao Terminal Rodoviário (Centro), o velho posto abandonado hoje serve como abrigo para moradores de rua. O pátio onde os veículos eram abastecidos foi cercado com alambrado para evitar o acesso. Mesmo assim, sobram lixo e mato alto ao redor.
Um pouco mais adiante na mesma avenida, no Jardim Indianápolis (Zona Sul), outro posto se transformou em atalho. Muitos motoristas que passam pelo trecho usam o antigo pátio como caminho secundário, para acessar às ruas Panamá e Adriático. O prédio está todo pichado e também é usado por vendedores ambulantes.
Nas Zona Norte da cidade, o terreno do antigo posto localizado na esquina das avenidas Henrique Mansano com Winston Churchil, ao lado do Autódromo, virou estacionamento. Atualmente, muitos motoristas que trabalham na região utilizam a área para estacionar seus automóveis. Além disso, aproveitam a cobertura no local para proteger os veículos do sol e da chuva.
Um outro posto que ficava ao lado do Aeroporto de Londrina foi repassado à Infraero. E outros dois que ficavam na avenida Leste-Oeste voltaram para a Prefeitura: um foi derrubado e o outro foi transformado no Terminal de Ônibus da Zona Oeste. (Paulo Monteiro/NOSSODIA)

‘Prefiro assim’
"Alguns caminhoneiros fazem o terreno de distribuidora. Ficam durante todo o dia descarregando e carregando. Às vezes, até empilhadeiras fazem a descarga", conta a moradora do Jardim Indianápolis, Maria Lázara Rodrigues. Mesmo assim, ela diz que prefere a situação atual do que quando o posto de combustíveis estava em atividade. "Prefiro assim. Não queremos que esse espaço seja usado por pessoas consumindo bebidas alcoólicas, ouvindo som alto e fazendo bagunça aqui, como em outros postos da cidade. Queremos sossego", afirma Maria. (P.M.)

Resposta
De acordo com o secretário municipal de Gestão Pública, Rogério Carlos Dias, os espaços onde funcionavam os postos das avenidas Winston Churchil e Dez de Dezembro (Jardim Indianópolis), estão no projeto do novo modelo de transporte coletivo de Londrina, chamado de BRT. As áreas deverão servir como terminais de embarque e desembarque de passageiros. A ideia é construir canaletas exclusivas para ônibus, que vão modificar o trânsito na cidade com viadutos, terminais e trincheiras. Sobre o imóvel que fica ao lado do Terminal Rodoviário, Dias adiantou que há um projeto por parte das secretarias de Saúde e Obras para a construção de uma base do SAMU. O estudo prevê, inclusive, um heliporto no local. Porém, o secretário destacou que ainda não há datas para o início das obras. (P.M.)

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