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Postinho aberto à noite agrada

15 jan 2015 às 08:20
O atendimento estendido até às 22 horas em Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Londrina estreou nesta semana com uma procura ainda baixa. De acordo com um balanço da Diretoria de Atenção Primária em Saúde (DAPS), a média foi de 35 pacientes assistidos após às 19 horas, horário em que os estabelecimentos já estariam fechados, em cada uma das UBS participantes. O número equivale a 10% dos atendimentos feitos das 7 às 19 horas nestes locais.
Por enquanto, a ampliação deve beneficiar apenas usuários das unidades do Parque Ouro Branco (zona sul), Conjunto Lindoia (zona leste) e Aquiles Stenghel (zona norte) e Jardim Santiago (zona oeste), algo estimado pela Secretaria Municipal de Saúde em torno de 56 mil pessoas. Parte de um projeto-piloto, o novo expediente também vale somente para as terças e quintas-feiras.
Serão seis meses de experiência até que a Prefeitura defina se vai manter ou não o horário estendido. O objetivo, conforme a Secretaria Municipal de Saúde, é atender pessoas que trabalham e não têm muito tempo para buscar os serviços disponíveis nos postos.
Quem passou por uma das UBS noturnas na última terça ficou surpreso com as quatro horas a mais de funcionamento. A pensionista Cleuza Ferraz, de 58 anos, ficou sabendo da novidade quando foi buscar um exame no posto do Parque Ouro Branco, ainda no período da tarde. "Me disseram que precisava passar por um médico, para ver algumas alterações no exame, e já marcaram para à noite", contou, satisfeita.
A camareira Mariluci de Souza Santos, de 31, aproveitou o novo expediente da UBS do Jardim Santiago para fazer uma série de exames e marcar consultas. Ela disse ter gostado de conciliar o horário de trabalho com um tempo para cuidar da própria saúde. "Antes, com o horário normal, ficava difícil vir depois que chegava do serviço. Era muito corrido", observou.
Já o soldador Valdomiro de Jesus Contena, de 48, foi até a UBS buscar uma guia médica e não perdeu tempo - retirou os remédios controlados que utiliza diariamente. "É bom porque não precisamos perder dia de serviço para vir atrás das coisas", comentou. (Antoniele Luciano/Folha de Londrina)

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