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Portas fechadas contra a bandidagem

17 set 2017 às 22:20
Uma loja de roupas femininas que só atende quando a cliente toca à campainha e anuncia sua chegada. "É uma norma que adotamos há 25 anos", explica a gerente Elizabeth Zarelli, 47 anos. A medida de segurança, para clientes e funcionários, causa estranhamento para quem é novato. "Quando a pessoa vem pela primeira vez, pergunta, mas depois se sente muito mais à vontade", explica Zarelli, que trabalha há 16 anos na rua Andirá, Centro, e alegra-se por nunca ter sido vítima de violência em seu trabalho. Sem a mesma sorte, B.J, 67 anos, proprietário de um lava rápido na área central, adotou a prática das portas fechadas após dois assaltos. "Normal não é, ainda mais no meu caso, que morei em Assaí e a gente vivia com a porta de casa aberta, as cadeiras na calçada, mas os clientes e fornecedores já sabem que é assim e o motivo. Infelizmente, quem não conhece pensa que está fechado e vai embora, mas acredito que dessa maneira os funcionários trabalham mais tranquilos e quem deixa o carro aqui com a gente também, pois já cria uma dificuldade para quem está mal intencionado", pensa. "Cliente conhecido chega, buzina e daí a gente abre, mas não pra qualquer um", avisa. (W.V.)

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