Lista de material escolar, bolinhas de gude, uma caixa de chocolate, cesta básica, brinquedos e até uma cama são pedidos das cartinhas que integram a campanha Operação Papai Noel dos Correios. Só nos três primeiros dias, as duas mil cartinhas disponíveis na agência central dos Correios foram adotadas. O vendedor Rogério Sá Martin, 33 anos, é morador do Distrito de Heimtal e pela terceira vez presenteia uma criança na campanha de Natal. "Geralmente é o coração que manda. A forma como a criança escreve chama atenção e teve um ano que escolhi uma carta em que a irmã mais velha pedia um carrinho de fricção para o irmão. E se possível, caderno para ela estudar. Então, a preocupação e a proteção dela me tocaram", diz. Martin recorda que sua tia Ana Maria sempre foi muito solidária. "Sempre olhou para o próximo e isso me influenciou". Para este Natal, o vendedor reservou R$ 60 do orçamento para participar da campanha.
O professor de Educação Física Luiz Edgard Bueno Filho, 42 anos, é voluntário de longa data e esteve na agência central dos Correios para levar dezenas de cartas. Ele e os colegas professores, que já fazem a diferença na rotina dos alunos, querem fazer também um Natal diferente. "Natal é renovação e muitas cartas trazem histórias de vida. Uma criança teve a casa destruída por um incêndio e pediu uma televisão e um fogão. Pensou na família", reflete.
O professor de Educação Física Luiz Edgard Bueno Filho, 42 anos, é voluntário de longa data e esteve na agência central dos Correios para levar dezenas de cartas. Ele e os colegas professores, que já fazem a diferença na rotina dos alunos, querem fazer também um Natal diferente. "Natal é renovação e muitas cartas trazem histórias de vida. Uma criança teve a casa destruída por um incêndio e pediu uma televisão e um fogão. Pensou na família", reflete.
Critério é vulnerabilidade social e econômica
O coordenador da Operação Papai Noel, Antonio Augusto Ferreira dos Santos, explica que as cartas das crianças mexem com os sentimentos. "Oficialmente, são 27 anos de campanha e o projeto nasceu de cartinhas que a sociedade escrevia e da iniciativa dos carteiros em atender os pedidos. Ou seja, começou de maneira local e ganhou abrangência nacional." No últimos cinco anos, por meio de uma parceria, escolas municipais e centros municipais de educação infantil são contemplados. "O critério é a vulnerabilidade social e econômica e alunos que estejam até o 5º ano do ensino Fundamental", explica Santos.
Os presentes devem ser entregues na agência central dos correios até o dia 9 de dezembro. "Serão entregues nas escolas das crianças e devemos respeitar o calendário escolar." Santos acrescenta que o padrinho tem autonomia para adaptar o pedido. "Algumas pessoas questionam o valor dos brinquedos, mas deve-se refletir que no pedido, muitas vezes, a criança pede o impossível, aquilo que sua família jamais poderá ter acesso. Não queríamos bloquear as crianças e nem a produção da carta", enfatiza.
O coordenador da Operação Papai Noel, Antonio Augusto Ferreira dos Santos, explica que as cartas das crianças mexem com os sentimentos. "Oficialmente, são 27 anos de campanha e o projeto nasceu de cartinhas que a sociedade escrevia e da iniciativa dos carteiros em atender os pedidos. Ou seja, começou de maneira local e ganhou abrangência nacional." No últimos cinco anos, por meio de uma parceria, escolas municipais e centros municipais de educação infantil são contemplados. "O critério é a vulnerabilidade social e econômica e alunos que estejam até o 5º ano do ensino Fundamental", explica Santos.
Os presentes devem ser entregues na agência central dos correios até o dia 9 de dezembro. "Serão entregues nas escolas das crianças e devemos respeitar o calendário escolar." Santos acrescenta que o padrinho tem autonomia para adaptar o pedido. "Algumas pessoas questionam o valor dos brinquedos, mas deve-se refletir que no pedido, muitas vezes, a criança pede o impossível, aquilo que sua família jamais poderá ter acesso. Não queríamos bloquear as crianças e nem a produção da carta", enfatiza.