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Polêmica

Polêmica - Cirurgia bariátrica em debate

Walkiria Vieira
NOSSODIA
05 set 2016 às 09:39

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Gustavo Carneiro
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De acordo com dados da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), os índices de sobrepeso e obesidade no mundo estão cada vez mais altos. "No Brasil, quase metade da população está acima do peso ideal. Entre as principais razões estão o sedentarismo, os hábitos alimentares incorretos e o estresse. A obesidade é, sem dúvidas, um problema de saúde pública que precisa ser controlado, sobretudo com informação e prevenção", adverte o presidente da Abramge-PR/SC, Cadri Massuda. Do ponto de vista de Massuda, há um aumento desproporcional do número de cirurgias bariátricas para solucionar o problema de excesso de peso. "Segundo protocolos internacionais, a cirurgia é indicada apenas em casos que comprometam gravemente a saúde, que são os casos de obesidade mórbida. Além disso 50% dos pacientes que realizam a cirurgia bariátrica acabam retornando ao peso antigo após cinco anos. Temos visto pessoas buscando o tratamento pelo SUS ou até mesmo particular para não precisar se submeter a esse protocolo", alerta. Uma solução, segundo Massuda, seria a urgente regulamentação. "É preciso que exista uma fiscalização para garantir que o procedimento seja realizado nos casos realmente indicados, o que resultará em menos riscos e mais sucesso do tratamento", disse.
Por outro lado, do ponto de vista do médico e professor de Cirurgia do Aparelho Digestivo da Universidade Estadual de Londrina(UEL) e Membro da Diretoria da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, Antonio Carlos Valezi, a melhora de muitas doenças associadas à obesidade estimula mais obesos a procurarem esta modalidade terapêutica. E complementa: "A realização da cirurgia por laparoscopia, proporciona efeito estético melhor e retorno mais precoce às atividades, já que a recuperação pós-operatória é mais rápida; entretanto, a indicação cirúrgica deve obedecer os critérios propostos pelas sociedades médicas e Ministério da Saúde. O resultado depende de seu comportamento no pós-operatório, durante toda sua vida."

Enfim, em dia com atividade física
As dores no joelho já não fazem parte da rotina do professor e administrador Alberson Ricardo Franca, 46 anos. Com diagnostico de índice de massa corpórea acima de 40, o endocrinologista dele fez diversas ponderações da necessidade e três anos atrás realizou a cirurgia sleeve. "Tenho muito mais qualidade de vida, disposição para caminhar, dormir trabalhar e consigo realizar atividade física. Com 1,72 de altura, o administrador conta que chegou aos 139 quilos. "Alimentos impróprios, falta de atividade física, horários incorretos, fórmulas mágicas para emagrecimento", são apontados por França como hábitos que o fizeram ganhar peso."Meu médico exigiu inclusive exame de carga glicêmica e minha maior incentivadora foi Graziella Viezzi, minha nutricionista. Precisa ter disciplina", aconselha. (W.V.)

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‘Se soubesse, teria feito antes’
No caso da socióloga Vanessa Calsavara Pulgar, 36 anos, pode-se dizer que a falta de opção foi fator decisivo. "Fui comprar um sutiã e só encontrei modelos para ‘senhoras’ aí me bateu o desespero e decidi que iria atrás para fazer a cirurgia." Em novembro deste ano, Vanessa completa quatro anos de procedimento, chamado de "sleeve" e relata: "Mudou o modo como eu enxergava a comida. Eu comia desesperadamente e passei a comer para me alimentar. Agora, Vanessa conta que não tem mais vergonha de comer na frente das pessoas. Antes da cirurgia, pesava 120 quilos. Chegou aos 82 e após a segunda gestação, ainda amamenta, está com 92 quilos. "Passei por atendimento psicológico e psiquiátrico e todas essas mudanças foram muito positivas porque meu filho e meu marido também tiveram uma melhora significativa no que diz respeito à qualidade da alimentação." (W.V.)

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Mais feliz, disposta e saudável
O alto índice de massa corporal (obesidade), IMC 40, glicose alta, colesterol alto e os problemas na coluna foram motivos que fizeram a consultora Hosana Alves de Oliveira, 46 anos, procurar ajuda médica para reduzir seu peso. E em seu caso, o processo para liberação da cirurgia exigiu atendimento psicológico para discutir sobre os motivos para realizar a cirurgia. "A decisão foi pela dor, eu estava com dores na coluna e uma recomendação médica para emagrecer urgente. Foram vários testes para verificar se eu estava apta psicologicamente e também para saber se eu tinha compulsão por comida. "A minha recuperação foi ótima, mas bem difícil. Os primeiros 15 dias de dieta totalmente líquida, depois com alimentos pastosos e os sólidos, mas a motivação era com certeza a balança". Hoje, Hosana se sente mais feliz, disposta e saudável. "Pratico atividade física, respeito os horários das refeições e sigo uma alimentação saudável. Ainda consumo chocolates, mas de maneira fracionada. Tenho mais disposição para tudo e a vida ficou mais leve!". Os 95 quilos fazem parte do passado e, com disciplina, Hosana se orgulha dos 63 quilos, da nova silhueta e de mais saúde.(W.V.)


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