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PODERIA FICAR MELHOR - O lado B do nosso cartão-postal

Walkiria Vieira
NOSSODIA
23 nov 2015 às 08:50

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Fotos: Walkiria Vieira
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Para o cidadão londrinense e turistas, o entorno do Lago Igapó representa uma área de lazer pública e bastante democrática. Entretanto, usuários do espaço também acreditam que benfeitorias poderiam deixar o cartão postal da cidade mais convidativo. Segurança, banheiros e limpeza estão entre os pedidos da galera. É o caso de um dos 15 ambulantes que comercializam caldo de cana e água de côco no Igapó I, José Rubens Monteiro, 67 anos. Com 17 anos de atuação no mesmo ponto, Monteiro destaca a falta de atenção em relação à poda das árvores. "Tem uns quatro meses que aquela árvore ali caiu em função das intempéries", aponta. "Ficou estorvando a passagem pela pista de ciclismo até que alguém conseguiu liberar a pista, só que muito antes disso fui à Sema e fiz quatro requerimentos solicitando a retirada porque já estava condenada. Não vieram. De tanto eu ligar na Copel, um fiscal esteve aqui e confirmou que era com a Sema. E até agora não vieram retirar a árvore que caiu e os galhos secos", detalha. Um frequentador do espaço que prefere não se identificar concorda que as benfeitorias são bem-vindas. "É árvore caída, poste caído. Dias atrás ficamos uma semana sem sinal de telefone aqui e a gente fica chateado porque sente que não tem para onde correr. A gente até entende a Prefeitura, mas esse é o único lugar gratuito, sem contar que estamos a poucos metros do Centro Cívico. As pessoas vêm fazer piquenique, ler, brincar com os filhos e é uma pena."

Tronco de árvore invadindo a pista de caminhada é uma dos broncas dos usuários da barragem
Tronco de árvore invadindo a pista de caminhada é uma dos broncas dos usuários da barragem

Equipamento para retirar troncos está quebrado
De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Ambiente (Sema), o serviço de retirada de troncos e árvores não foi realizado porque o equipamento utilizado para realização do serviço está quebrado. "O munk está quebrado, está arrumando e estamos esperando. As partes leves nosso caminhão carrega, mas acredito que até sexta via ficar pronto." A assessoria não soube precisar há quanto tempo o equipamento está quebrado. "O serviço é feito de acordo com reclamações, também chegam pela Guarda Municipal ou são vistos por nossas equipes." Para solicitar o serviço de retirada de galhos e troncos, o telefone do serviço de Áreas Verdes é 3372. Já a assessoria de imprensa da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) informou que no Igapó II há dois banheiros químicos no fim de semana. No Igapó I, ainda não. "Está em processo licitatório e essa decisão passa por mapeamento e a avaliação, uma vez que o custo diário de cada banheiro químico para o município é de R$ 259,00. (WV)

Galhada e tocos de árvores ainda não foram retirados pela Sema
Galhada e tocos de árvores ainda não foram retirados pela Sema

Segurança e banheiros fazem falta no Igapó
Depois de sair da consulta médica, a aposentada Dirce Bizi, 66 anos, moradora de Ibiporã, escolheu a vista para o Lago Igapó para contemplar. Encantada com as belezas naturais, conta que é sua primeira vez. "Muito lindo". Na companhia do filho, o restaurador de móveis Elton Torquato, 42 anos, se refresca com um caldo de cana e descobre que por ali não há banheiros. "É mãe, não tem. E não é qualquer dia e qualquer hora que se pode vir aqui porque anda meio perigoso. Sozinha então, nem pensar", alerta. A advogada Viviane Ridão, 35 anos, junto da mãe, Ester Ribeiro, 68 anos, e da filha Laura, de um ano e um mês, falou ao NOSSODIA durante um pit stop no Igapó. "Fim de semana não paramos aqui, é impraticável. As pessoas abusam do som, da liberdade e fumam muito, então não dá pra trazer criança. Mas durante a semana, de dia, eu considero que dê para se distrair." Laura toma uma água de côco e a mãe fica despreocupada. "A Laura usa fraldas, ainda não precisa do banheiro. Mas essa é uma questão complexa por conta do vandalismo que sabemos que prejudica os espaços públicos", pensa.


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