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À espera de leilão

PNEU MURCHO É SÓ UM DETALHE - Veículos se deterioram no tempo

Paulo Monteiro
NOSSODIA
19 set 2016 às 10:11

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Paulo Monteiro
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Há veículos pesados, como caminhões, tratores, escavadeiras, mas também carro e equipamentos para a manutenção urbana. Aparentemente, alguns não se movem há anos, sem condições de trabalho devido ao avançado estado de deterioração, causada também pelos efeitos do sol e da chuva. Eles ocupam um terreno descoberto no Jardim Cafezal, na zona sul da cidade. Porém um ou outro automotivo possui aspecto de que ainda pode ser destinado ao transporte de cargas. A maioria possui a bandeira do município de Londrina.
A quantidade de veículos estacionados no local chamou a atenção de um leitor do NOSSODIA, que entrou em contato com o jornal questionando a situação. No local, a reportagem registrou que há veículos com pneus carecas, outros sem rodas, com lanternas e faróis quebrados. Ferrugem na lataria é praticamente unanimidade. Olhando da rua, a impressão é que um reparo, com reposição de equipamentos e acessórios os colocaria em condições de uso novamente.
A reportagem foi em busca de informações sobre os veículos, deixados no chamado setor rodoviário da Secretaria municipal de Agricultura e Abastecimento, onde aguardam por um futuro mais ativo. De acordo com Rodrigo de Menezes Trigueiro, diretor de desenvolvimento da mesma secretaria, a maior parte dos veículos será encaminhada para leilão. Outros aguardam pelo conserto.
"Tivemos um leilão realizado no fim do ano passado, mas parte deles não foi comprada e retornou para o setor rodoviário da nossa secretaria", explicou Trigueiro.

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De "X" para "Y"
o secretário municipal de Gestão Pública, Rogério Carlos Dias, reforça também que em alguns casos o conserto de um veículo danificado não é mais importante para a administração. "Um decreto federal está sendo avaliado pelo município. De acordo com ele, caso o conserto de um veículo ultrapasse 50% do seu valor, seja por tempo de uso ou por sinistro, e não seja mais razoável mantê-lo, também deve ir para leilão. Assim como os veículos em que a manutenção se torne muito cara e os custos inviáveis para a administração pública", explica o secretário.
Não serve para um, mas pode ser útil para outro. "Por algum motivo, um bem acaba não sendo mais útil para a secretaria ‘X’. Mesmo assim ele pode ser usado pela pasta ‘Y’. Nesta situação, é aberto um termo de ‘cessão de bens móveis’, e o veículo é encaminhado para que outra secretaria o utilize", completa o secretário municipal de Gestão Pública. (P.M.)

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FIM DA VIDA ÚTIL
Segundo o secretário municipal de Gestão Pública, Rogério Carlos Dias, o veículo só é considerável um inservível (sem utilidade) após a avaliação de uma comissão. "Antes de serem encaminhados para leilão, os bens, enviados pelas secretarias, passam por um processo interno de avaliação, realizado por uma comissão formada por funcionários municipais", afirma ele. "Caso o bem acabe realmente considerado inservível, seja por tempo de vida útil de uso ou por sinistro em caso de acidente, ele deve ir a leilão. Se o veículo não é adquirido em lance, aguardará um outro leilão para ser exposto novamente", detalha Dias. (P.M.)


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