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PIZZA NA CÂMARA - Alves e Takahashi escapam de cassação

16 set 2018 às 21:23


A sessão extraordinária deste domingo (16) na Câmara de Londrina ficou marcada pela comemoração dos vereadores Rony Alves (PTB) e Mário Takahashi (PV) e suas defesas. Em cerca de quatro horas de sessão, 18 dos 19 vereadores decidiram pelo arquivamento da denúncia de quebra de decoro parlamentar que nasceu com a deflagração da Operação ZR-3, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado) em janeiro. Ambos são réus, acusados de lidarem um esquema de recebimento de vantagens para alterar projeto de zoneamento urbano. Foram 12 votos favoráveis à cassação dos mandatos, três votos contrários e três abstenções, além de uma ausência. Para a cassação eram necessários 13 votos.
Mesmo com a absolvição política, os vereadores continuam afastados da atividades parlamentares até o final janeiro. Já do lado de fora do plenário, depois do arquivamento da denúncia de quebra de decoro parlamentar, os vereadores afastados foram questionados sobre o desgaste político trazido pela investigação da Comissão Processante, proposta em janeiro e criada em abril. Alves disparou contra o Ministério Público ao afirmar que há uma "inversão da lógica constitucional" ao "acusá-lo sem provas" e o obrigá-lo a provar sua inocência. "Há um prejuízo político evidentemente muito grande e de certa forma uma irresponsabilidade, quando se vem a público dizer que, com todo o respeito e sem falsa modéstia, um vereador do meu calibre, o estilo de vereador que eu sempre fui nesta Casa, ser chamado pelo MP de ‘líder de uma facção criminosa’, ser chamado de ‘líder da distribuição de propina dentro da Casa’, sem que o MP nunca investigou nada", afirma.
Já Takahashi disse que estava aliviado e lembrou das próximas batalhas que a Operação vai trazer na Justiça. Por enquanto, a operação está em fase de instrução processual e as audiências estão marcadas para outubro. O vereador também considerou um prejuízo político muito grande, já que trouxe "um lapso" na sua carreira pública. Ele seria candidato a deputado federal nas eleições deste ano. "Eu optei por retirar a minha candidatura, esperar vencer todas estas etapas para repensar no que deve ser feito ou não a partir de então, mas obviamente a perda política é muito grande."
Questionado sobre qual a mensagem que a Câmara envia para a sociedade de Londrina com o resultado, o presidente da Comissão Processante, vereador José Roque Neto (PR), ponderou que "a própria sociedade faz uma certa pressão porque sofremos de Norte a Sul do Brasil com questões de corrupção". "Creio que estamos dentro desse procedimento democrático e aí temos a nossa votação com cada vereador tendo o seu entendimento. Se está certo ou não, não convêm a mim dizer quem errou ou acertou. Estamos na democracia", afirma Roque.


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