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PISA NO FREIO, ZÉ - ‘Radar é um mal necessário’, avalia londrinense

Paulo Monteiro
NOSSODIA
05 jun 2017 às 10:31

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Paulo Monteiro
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Após a implantação dos radares fixos, o número de mortos diminuiu em 67% nas ruas de Londrina. Assim como a queda nos acidentes, com redução de 46% no primeiro ano de funcionamento. Não são apenas os números que reforçam a continuação dos radares na cidade, mas também a aprovação da população, que apoia os equipamentos eletrônicos utilizados nas vias para flagrar os mais acelerados. Município estuda aumentar de 18 para 20 os pontos de fiscalização eletrônica.
Entre junho de 2015 e maio de 2016, foram 106 ocorrências e seis mortes. De junho do ano passado a maio deste ano, foram registrados 57 acidentes, com duas vítimas fatais. Os dados são da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização), referentes aos 12 meses anteriores à implantação dos equipamentos e o período de um ano após a implementação dos dispositivos.
"Acredito que o radar seja um mal necessário, pois falta consciência para alguns motoristas", diz a secretária Keller Nazi, que já foi vítima da violência no trânsito. "Não dirijo mais por opção. Deixei desde que sofri um acidente grave de motocicleta. Hoje sinto-me mais segura como pedestre, os radares deixaram os motoristas mais cautelosos."
Sem meias palavras, o aposentado Welington Neto reforça que o município deveria ampliar a fiscalização e endurecer a penalização sobre os motoristas inconsequentes. "O radar é muito bom. Só tenho a elogiar essa iniciativa. Para mim, o município deveria colocar muito mais. Aumentar não só o número de radares, mas as multas em cima dos motoristas ruins", dispara.

Mexe com o bolso do motorista
A garçonete Natália Oliver entende que a intenção do município é aumentar a arrecadação com as multas aplicadas. Mesmo assim, procura fazer uma avaliação positiva dos 12 primeiros meses. "É uma forma de lucrar. Também mexe com o bolso do motorista, que fica mais cuidadoso depois que perde dinheiro", salienta, afirmando que não tem o "pé direito pesado". "Sou medrosa, dirijo sempre devagarzinho e nunca tomei uma multa por excesso de velocidade", assegura Natália. Ela diz ainda que a administração municipal deveria estudar maneiras baratas para reforçar a segurança nas ruas. "Deveria investir também na instalação de redutores de velocidade, como quebra-molas. Não só nos radares", comenta. (P.M.)

Duque se mantém na liderança
Em dezembro de 2016, o NOSSODIA divulgou que o radar da Avenida Duque de Caxias, nas proximidades da Vila Portuguesa, centro, era o campeão na aplicação de multas. De junho de 2016 a abril deste ano, os equipamentos flagraram 148.272 infrações, segundo a CMTU. O local em que o londrinense mais abusou foi a avenida Duque de Caixas. Neste ponto, durante 11 meses, 24.304 motoristas circularam acima do limite, que é de 50 km/h. A vice-liderança ficou com a rodovia Carlos João Strass, zona norte, com 18.247. Os números indicam que, do primeiro mês de operação dos dispositivos até abril de 2017, o índice geral de infrações registradas caiu consideravelmente. Em junho de 2016, foram 26.221 multas aplicadas, enquanto o último período analisado soma 11.232 casos de abuso de velocidade.
Outro fator interessante do primeiro aniversário do monitoramento fixo em Londrina é a queda nos indicadores totais de ocorrências. Um ano antes dos aparelhos, entre junho de 2015 e maio de 2016, a cidade contabilizou 3.570 acidentes, com 4.275 pessoas envolvidas e 91 mortes. Entre junho do ano passado e abril deste ano foram 3.296 incidentes, com 3.857 vítimas e 76 óbitos. (P.M.)


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