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PIOR A CADA VISITA - Sepultaram até gato no Cemitério da Warta

13 ago 2017 às 19:58

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fotos: Paulo Monteiro
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Para lá de sinistra, a superfície destruída permite que os visitantes vejam a ossada no interior do jazigo. Após mostrar o abandono no Cemitério do Heimtal, na zona norte de Londrina, o NOSSODIA recebeu reclamações de leitores também sobre os problemas estruturais no Cemitério Distrital da Warta, um dos mais antigos da cidade. O espaço recebe sepultamentos desde a década de 1940. Há lápide que apresenta data (de nascimento) do século 19.
Localizado na rua Travessa Cambé, o Cemitério da Warta sofre com a falta de manutenção. Não só da administração pública, mas também dos familiares responsáveis pelos históricos jazigos. Alguns não possuem sequer uma estrutura de concreto para proteger a sepultura. Nem mesmo uma lápide de identificação. Somente as cruzes continuam de pé, sinalizam os que já foram cobertos pela vegetação. Tem túmulo sendo usado até como guarda-volumes (de objetos e materiais de limpeza).


O espaço recebe sepultamentos desde a década de 1940


O muro é baixinho e o espaço pode ser facilmente invadido pelos vândalos. Além disso, parte da estrutura em volta está com rachaduras. Quem fica por um longo período sem visitar o espaço é surpreendido. Como as irmãs Irene Gonçalves de Souza e Marlene Gonçalves.
"Não moramos mais em Londrina, hoje vivemos na cidade de Novo Horizonte, interior de São Paulo. Mas nossos pais e um irmão permanecem enterrados aqui. Por isso visitamos o cemitério pelo menos três vezes ao ano. A gente tem certeza de que o espaço fica pior a cada visita", lamentam. (Paulo Monteiro/NOSSODIA)

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Merece uma reforma
Diferente do Heimtal, o Cemitério Distrital da Warta possui uma capela. Ela também necessita de reparos. As paredes e a marquise do prédio estão com infiltrações. A tinta da parede estufou, uma nova pintura é mais do que urgente. Há manchas também na lage no interior da capela. A vidraça na fachada também está despedaçada.
Utilizados para equilibrar os caixões durante os velórios, cavaletes de madeira permanecem expostos ao tempo, apodrecendo. O banheiro externo serve para guardar objetos e a janela não possui os vidros. Para evitar que a chuva comprometa também o interior do espaço, madeiras foram improvisadas. (P.M.)


Túmulo animal
A situação mais perturbadora fica no fundo do Cemitério da Warta. Uma estranha ossada causa repulsa em quem se aproxima. A superfície de concreto do jazigo foi destruída. Os ossos podem ser vistos facilmente dentro do túmulo. As irmãs Irene e Marlene optaram em manter distância do local.
A ossada encontrada no interior do jazigo é de um animal de pequeno porte, informa o técnico do Laboratório de Anatomia da UEL (Universidade Estadual de Londrina), Marco Zambon. "Tudo indica ser de um gato. Por causa do formato da coluna vertebral com a continuação da cauda", comenta Zambon, após avaliar uma das fotos. "Alguns aspectos da ossada até possuem características próximas a de um corpo humano, mas outras são bem diferentes, como a mandíbula", detalha. "Corpos de gato e cachorro são parecidos, se diferenciam pelos crânios e patas", acrescenta o técnico. Não há informações se o animalzinho foi deixado por alguém ou faleceu no local. (P.M.)

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O que diz a Acesf
Superintendente da Acesf (Administração dos Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina), Douglas Pereira (Tio Douglas) afirma que o problema das infiltrações foi sanado. "Entre março e abril, para evitar entupimentos e vazamentos, reparamos o encanamento e o telhado da capela, acabando assim com as infiltrações. Além disso, começamos a pintar a fachada do prédio e o muro ao lado (na Travessa Cambé). As melhorias continuarão", divulga. "Solicitamos junto ao município a posse de uma área em frente ao cemitério. Uma construção irregular, que deve ser demolida e usada para a ampliação do cemitério", explica. "Em relação aos jazigos, continuamos com dificuldades para encontrar os familiares que têm a posse e não realizam manutenções. Notificamos os que conseguimos localizar. Aos proprietários que continuam em débito com o município, a recomendação é que procurem pela Acesf", adianta. "Reitero que a Lei (municipal) 2837/1977 impede que a administração realize intervenções nesses jazigos", reforça Pereira. Junto à Procuradoria Geral do Município, o superintendente elabora um estudo em busca de atualizar a lei e ter acesso aos jazigos. A Procuradoria ajusta os últimos detalhes antes protocolá-lo na Câmara de Vereadores. Para evitar ações de vandalismo, a superintendência se reúne com a Guarda Municipal em busca de ações para fortalecer o patrulhamento no local. (P.M.)


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