Em cada cantinho da cidade, sempre tem um pedaço de terra para servir de campinho para as peladas. Se não tiver, a molecada improvisa o futebol na rua mesmo. E assim, de pés descalços e sem camisas, a criançada corre atrás da bola inspirados pela Copa e sonhando em um dia terem um futuro como Neymar, o londrinense Fernandinho ou outros craques de primeira linha que participam do Mundial de futebol no Brasil.
No Residencial Vista Bela (Zona Norte), o garoto Samuel fez "arte" e como castigo a mãe Lucinete de Oliveira, 40 anos, foi severa: nada de brincar na rua. Mas, conversa vai, conversa vem, e não é que o garoto conseguiu dobrar a costureira? Rapidinho, os times estão formados e Samuel se apressa em colocar a amarelinha com o número 10 de Neymar. "Ajuda a intimidar os adversários", revelou. Os chinelos de dedo delimitam os gols e a brincadeira com cara de jogo oficial começa com tudo mundo de pés no chão. E só circular pelo bairro para ver que as poucas quadras do bairro não dão conta de atender tantos meninos e meninas que, alheios às próprias dificuldades, só reclamam mesmo é quando a bola fura.
Na Zona Leste não é diferente. No campinho do Jardim Ideal, Nicolas Miamura, 12 anos, se agiganta sob o travessão, a 2,44 metros do chão. "Assim não dá, esse goleiro está pegando tudo hoje", reclamou o jogador do time rival. Ele, o zagueiro Júnior Henrique, de 13, e o atacante Luís Fernando, de 12, jogam em posições diferentes, não torcem para o mesmo time, mas estão confiantes na seleção brasileira. "Acho que precisa melhorar bastante, mas estou torcendo muito", garantiu Nicolas.
Na Vila Ricardo, bairro vizinho, os meninos nem chegam até o campo para começarem o bate bola. As disputas começam já na rua, em frente à casa do treinador Reinaldo Pereira da Silva, de 50, mais conhecido como Ná. A bandeira do Brasil pintada no asfalto e as fitas em verde-e-amarelo ajudam a embalar os sonhos. E o "professor" confirmou que a empolgação da molecada triplica em época de Copa: "mexe com a imaginação deles, né. A seleção é o sonho de cada garoto que chuta uma bola neste País". (Celso Felizardo/Folha de Londrina)
No Residencial Vista Bela (Zona Norte), o garoto Samuel fez "arte" e como castigo a mãe Lucinete de Oliveira, 40 anos, foi severa: nada de brincar na rua. Mas, conversa vai, conversa vem, e não é que o garoto conseguiu dobrar a costureira? Rapidinho, os times estão formados e Samuel se apressa em colocar a amarelinha com o número 10 de Neymar. "Ajuda a intimidar os adversários", revelou. Os chinelos de dedo delimitam os gols e a brincadeira com cara de jogo oficial começa com tudo mundo de pés no chão. E só circular pelo bairro para ver que as poucas quadras do bairro não dão conta de atender tantos meninos e meninas que, alheios às próprias dificuldades, só reclamam mesmo é quando a bola fura.
Na Zona Leste não é diferente. No campinho do Jardim Ideal, Nicolas Miamura, 12 anos, se agiganta sob o travessão, a 2,44 metros do chão. "Assim não dá, esse goleiro está pegando tudo hoje", reclamou o jogador do time rival. Ele, o zagueiro Júnior Henrique, de 13, e o atacante Luís Fernando, de 12, jogam em posições diferentes, não torcem para o mesmo time, mas estão confiantes na seleção brasileira. "Acho que precisa melhorar bastante, mas estou torcendo muito", garantiu Nicolas.
Na Vila Ricardo, bairro vizinho, os meninos nem chegam até o campo para começarem o bate bola. As disputas começam já na rua, em frente à casa do treinador Reinaldo Pereira da Silva, de 50, mais conhecido como Ná. A bandeira do Brasil pintada no asfalto e as fitas em verde-e-amarelo ajudam a embalar os sonhos. E o "professor" confirmou que a empolgação da molecada triplica em época de Copa: "mexe com a imaginação deles, né. A seleção é o sonho de cada garoto que chuta uma bola neste País". (Celso Felizardo/Folha de Londrina)
No Vista Bela, o garoto Samuel teve que "driblar" primeiro a mãe para sair do castigo e partir para o ataque
O asfalto com as cores da bandeira vira arena
"padrão Fifa" para a molecada da Vila Ricardo
"padrão Fifa" para a molecada da Vila Ricardo