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‘PÉ NA COVA’ Faixa apagada coloca vidas em riscos

Paulo Monteiro
NOSSODIA
11 jul 2016 às 10:05

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Paulo Monteiro
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"Pé na cova" brincam os moradores do Jardim Ouro Branco, na zona sul de Londrina, sobre a placa de sinalização existente na Avenida Guilherme de Almeida. Eles se referem a campanha "Pé na Faixa", lançada no município para conscientizar motoristas e pedestres sobre o risco de atropelamentos. No entanto, na manhã de quinta-feira, uma criança foi atropelada por um motociclista na via, sobre o que deveria ser uma faixa de pedestres. Deveria, uma vez que a pintura desapareceu do asfalto.
No mesmo dia, o NOSSODIA registrou o drama dos pedestres que são obrigados a atravessá-la. Trabalhadores, idosos, crianças. Não importa a idade. O fluxo de veículos é intenso, uma vez que a avenida é um dos principais acessos da região. Mais especificamente na esquina com a rua das Hortênsias, onde aconteceu o atropelamento da criança, que, por sorte, foi levada ao hospital sem ferimentos graves.
"Ele levou ‘sorte’ que o motociclista que o atropelou estava devagar. Mesmo assim não conseguiu evitar o acidente. Muitos motoristas não sabem que aqui há uma faixa de pedestres, pois ela está apagada. Há apenas uma placa na lateral da pista sinalizando, mas os condutores não olham para ela", diz Antônio Carlos Brito, que possui uma bicicletaria em frente ao lugar.
Para ele, mesmo que a faixa receba uma nova pintura, os riscos continuarão. "Já assisti outros acidentes neste lugar. Inclusive, um motorista bateu seu carro de frente com o ônibus, na semana passada, e morreu. Olha os pedaços do carro aí", mostra ele. "Para acabar com tanta desgraça, seria melhor instalarem lombadas ou faixas de pedestres elevadas. Caso contrário, as tragédias continuarão", avalia Brito.

‘Já fiquei meia hora esperando’
A cozinheira Ângela Cristina dos Santos contou que no início da manhã, por volta das 7 horas, é quase impossível atravessar a Avenida Guilherme de Almeida. "É muito difícil chegar ao outro lado da cidade. O movimento é muito grande e os motoristas não respeitam. O pedestre que não tem paciência, acaba atropelado", relata a cozinheira.
Ao lado da faixa de pedestres, existe um ponto de ônibus. As pessoas descem do coletivo e encontram dificuldades para ultrapassar a avenida, uma vez que o bairro fica do lado oposto. "Todos atravessam correndo, fora da faixa mesmo. Mas os idosos e crianças encontram mais dificuldades. Alguns caim no meio da rua", relata Ângela Cristina.
Para complicar ainda mais a travessia, não há guias rebaixadas. Um cadeirante não conseguiria subir a calçada, teria que dividir a estreita avenida com os veículos. (P.M.)

CMTU
A assessoria de comunicação da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização de Londrina) informou que a companhia fez um estudo aprofundado em 2016, que foi apresentado para o Grupo de Trânsito de Londrina.
"A sinalização é muito importante e a CMTU tem buscado colocar em dia a revitalização de diferentes regiões da cidade. Contudo, a demanda é muito maior que as equipes de trabalho e equipamentos, considerando o tempo em que muitos bairros ficaram descobertos e carentes de sinalização. Neste estudo, segundo as análises em conjunto com a Delegacia de Trânsito, ficou constatado que mais de 90% dos acidentes são resultados de imperícia e imprudência do condutor ou do pedestre. Neste sentido, a Companhia tem intensificado ações de educação no trânsito. No ano passado foram mais de 50 mil atendimentos a públicos diversos (crianças, jovens, adultos e idosos)", divulgou a assessoria.
Ela informou também que em 2016 o setor de educação no trânsito realizou mais de 40 mil atendimentos até o mês de junho. Cerca de 28 mil pessoas participaram das diferentes ações propostas no movimento ‘Maio Amarelo’. A CMTU informou que a solicitação para instalação de redutores de velocidade, faixas elevadas, semáforos, deve ser feita ao Ippul, pelo telefone 3372-4724, pois exige estudo técnico antes da execução. (P.M.)


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