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PAVILON - Antiga usina de asfalto está abandonada

14 fev 2018 às 22:30

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Fotos: Paulo Monteiro
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Quem passa pela Avenida Guilherme de Almeida, na zona sul, fica intrigado com a carreta tanque estacionada no pátio do antigo Pavilon (Serviço de Pavimentação de Londrina), que está em estado de abandono. O líquido escuro (cimento asfáltico de petróleo) cai do tanque do meio de transporte. O produto ainda escorre pela vegetação e ao lado de uma galeria de águas pluviais.
A velha sede do Pavilon ocupava uma área de 24 mil². Desativada há quase nove anos, sobrou apenas a estrutura predial deteriorada e um veículo, modelo Volkswagen Kombi, destruído. A aparência é de total abandono no local. O mato está alto e há muita sujeira em todo o espaço, que um dia abrigou os trabalhadores da usina de asfalto. A marca do vandalismo está por todo o prédio. Objetos ainda acumulam água parada.
"É uma preocupação para toda a comunidade. Isso aí está abandonado há muitos anos. Hoje dá lugar ao lixo e à escuridão", diz o auxiliar operacional Sebastião Ferreira Aguiar. "Não dá para passar por perto durante a noite, é perigoso. Uma vergonha para a região", reforça a aposentada Marisa dos Santos.
O Pavilon foi desativado em julho de 2009, após 34 anos da construção. O desligamento da usina teria sido uma solicitação do Ministério Público e do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), em razão dos danos ambientais na região. Parte da grande estrutura, usada no passado para produzir asfalto, ainda continua parcialmente em pé. Porém se desmanchada ao implacável efeito do tempo. (Paulo Monteiro/NOSSODIA)


Líquido escuro escorre pela vegetação e ao lado de uma galeria de águas pluviais


E a carreta tanque?
Segundo o diretor de pavimentação da Secretaria Municipal de Obras de Londrina, Haroldo Takaso, o líquido que se acumula sob a carreta é emulsão para "micropavimento", conhecido como Cimento Asfáltico de Petróleo (CAP), que é misturada ao composto de brita para a produção do asfalto. Segundo ele, o maior volume seria de água, que se acumulou no local em função das chuvas. Afirmou que a área possui isolante ao redor do veículo (uma caixa com lona e madeira), que impede o CAP se espalhar pelo terreno.
Porém a reportagem registrou que o líquido não se limita ao lugar onde o veículo foi estacionado. De acordo com o diretor, o madeiramento pode ter sido retirado por alguma pessoa e prejudicado o isolamento. Ele afirmou que nesta quinta-feira encaminharia um agente do município ao Pavilon para avaliar a situação. (P.M.)

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Insegurança no Cras e na Juventude
A maior parte do antigo imóvel nunca passou por reestruturação, como anunciou o município em 2009. Apenas uma unidade do Centro Regional de Assistência Social (Cras), onde também existe uma biblioteca, foi construída aos fundos do Serviço de Pavimentação de Londrina. O restante é destruído pelos vândalos. Não há alambrados ou barreiras de proteção. Muito menos seguranças para evitar o acesso.
Há grande circulação de pedestres em frente ao Pavilon. Além de comprometer a segurança dos usuários do Cras, está a poucos metros da Praça da Juventude da Zona Sul, usada, principalmente, por jovens e crianças para recreação e prática de esportes. (P.M.)


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