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Pau que nasce torto...

28 ago 2016 às 23:24

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Walkiria Vieira
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Da sombra ninguém ousa reclamar, mas a envergadura que tomou o tronco de uma árvore na rua Hugo Cabral, em frente o número 933, tem causado um bochicho e tanto na vizinhança central. O motivo são os inúmeros acidentes com pedestres que usam a via. O comerciário aposentado Valdir Coral, 63 anos, é o primeiro a entoar o coro das reclamações: "Saí da padaria e fui conferir o troco. Não consigo nem acreditar porque passo aqui direto e eu e meus amigos chegamos a brincar que poderíamos desentortá-la na com nossa força." Uma semana após impacto com a robusta, Valdir ainda sente o tranco. "Chegou a escurecer minhas vistas. Fiquei atordoado e acabei levantando logo porque fiquei com vergonha", recorda. "Sei que tem muita gente que já se machucou", reforça.
Porteira do prédio em frente a dita árvore, Cicera Guimarães, 35 anos, confirma que seu ambiente de trabalho tornou-se um camarote. "Já estou aqui há três anos, mas o porteiro mais antigo, com mais de 10 anos, disse que logo depois de ser plantada cresceu assim". A sucessão de acidentes angustia a porteira e também moradores do prédio que se uniram à sindica na tentativa de solucionar o problema. "Eu só não bato de frente com ela porque sou bem pequena, mas solicitamos que seja feita uma troca por uma bem florida. É nítido que está cedendo cada vez mais e são muitos acidentes", diz Maria Aparecida Pacola Takairin, 76 anos.
O comerciantes Vadir Nunes, 53 anos já ouviu muitas queixas sobre a árvore. "Já passou da hora e na tem outra saída, a não ser cortar. E o aposentado José Sérgio Piva complementa: "Só pintar a árvore já não serve mais de alerta, eu queria mesmo era colocar uma cortina daquela de tiras para chamar mais a atenção e evitar problemas." (Walkiria Vieira/NOSSODIA)

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Secretaria de Ambiente não toma conhecimento do caso
Embora procurada por três dias consecutivos, a Secretaria de Ambiente, leia-se Áreas Verdes, não foi até o local avaliar a situação da árvore e o risco oferecido aos pedestres. A reportagem encaminhou uma foto atual do local com a presença de transeuntes, mas não obteve resposta. A Secretaria de Ambiente também não respondeu de que espécie se trata, se seria possível evitar que ela crescesse dessa maneira e nem quais as árvores indicadas para plantio na área urbana e como proceder para solicitar mudas e executar o plantio. (W.V.)

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