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Pastoral Juvenil - Uma aula de solidariedade

30 jan 2017 às 08:41


Uma semana de ensinamentos para a vida toda. Assim foram os dias de atividade solidária em Londrina durante a Missão Solidária Marista, que contou com alunos do Colégio Marista e reuniu participantes das unidades de Toledo, Maringá, Ponta Grossa, Cascavel e Dourados-MS. Na prática, alunos do 2º e 3º ano do Ensino Médio que integram a Pastoral Juvenil foram a campo fazer o bem por meio de atitudes batizadas de gestos concretos. De acordo com a integrante da equipe de coordenação do encontro e ex-aluna do Colégio Marista, Ligia Couto Gomes, o objetivo é promover uma vivência entre alunos do Marista, da Pontifícia Universidade Católica (PUC), educandos dos Centro Educacional Marista Irmão Acácio e a comunidade. "Os participantes são convidados para serem missionários, são acolhidos pela comunidade familiar para terem essa vivência dentro de uma casa diferente da deles e, nesse ano, os gestos concretos foram a pintura de um muro, a reforma de um parquinho do Centro Municipal de Educação Infantil no Jardim Primavera, zona norte, e ainda participaram de atividades recreativas para 200 crianças, quando organizamos a Rua do Recreio no Vista Bela, Primavera e Flores do Campo". De acordo com Gomes, os trabalhos manuais, a interação e o convívio permitem que os missionários se sintam capazes, percebem seus próprios limites e, ao mesmo tempo, notam que podem ser agentes da mudança.

Fotos Divulgação

Eles também fizeram a pintura do muro da escola


Uma experiência transformadora
Para os 110 voluntários que estiveram na Missão 2017 de Londrina, a experiência é definida como transformadora e, nas fotos compartilhadas pelo grupo nas redes sociais, legendas não são suficientes para explicar o significado desta lição para a vida. Com sensibilidade, o estudante Guilherme Guerra, 17 anos, descreve a vivência: "Ir ao Missão Solidária Marista foi uma das melhores decisões que já tomei. Ver sorrisos genuínos com tão pouco que fizemos é algo que muda nosso pensamento sobre a vida. Levo comigo a felicidade de ter feito bem a outras pessoas, mas também a tristeza e angústia de ver ainda existem pessoas que vivem em situações deploráveis e vulneráveis, de forma bastante sofrida, que têm o direito a moradia negado como no assentamento Flores do Campo, onde fomos brincar com as crianças e jovens que moram ali."
Do ponto de vista de Gomes, os relatos são emocionantes. "Os missionários percebem um outro jeito de viver, criam respeito, indignação e às vezes até se chocam. Percebemos que isso os faz crescer e, por estarem em uma fase de escolhas, de discernimento vocacional, é sem dúvida uma experiência transformadora", reflete. A também estudante e voluntária Ana Julia Lazzarini, 17 anos, valoriza o que viveu. "Saio dessa missão com saudades, mas saio mudada, mais madura, mais tolerante as nossas diferenças, mais consciente de nossa sociedade, de outras realidades e preparada para continuar ajudando vidas, mudando histórias e transformando corações." Para a comunidade, a visita também foi muito positiva. Gomes relata: "Eles agradecem os nossos esforços, passam a nos ver com outros olhos, ficam motivados e se abrem. Sabemos que é um trabalho pontual, mas as marcas ficam", enfatiza.


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