O público-alvo da campanha é formado por pessoas com 60 anos ou mais, crianças a partir de seis meses e menores de cinco anos, gestantes e puérperas (no período até 45 dias após o parto), trabalhadores de saúde, privados de liberdade, incluindo jovens sob medidas socioeducativas, funcionários do sistema prisional e portadores de doenças crônicas não transmissíveis ou em condições clínicas especiais, desde que possuam prescrição médica. A novidade para 2017 é a inclusão de professores de escolas públicas e privadas que estejam em atividade.
A coordenadora de Imunizações da Secretaria Municipal de Saúde, Sônia Fernandes, recomenda que as mulheres com filhos no grupo prioritário procurem as Unidades Básicas de Saúde (UBS) logo nas primeiras semanas da campanha. "Nos últimos anos temos tido dificuldade em vacinar todas as crianças que estão nessa faixa etária. É com a vacinação que podemos diminuir a circulação do vírus da gripe, já que esta é a faixa etária que possui maior convívio social", observa.
Com uma filha de quatro anos, a dona de casa Mirian de Oliveira já está planejando levar Sofia Beatriz Breve para tomar a vacina. Porém, para ela, mais pessoas deveriam ter direito. "A vacina é muito boa e necessária, tanto pela questão da saúde, quanto do imposto, já que também pagamos por isso. Pela importância, deveria ser mais abrangente", queixou-se.
Vacina na rede pública e na privada
A vacina contra o vírus influenza começou a ser distribuída pela rede pública de saúde em 2010, ano seguinte ao surto da doença que atingiu o País. Mesmo tendo direito a dose há sete anos, esta será a primeira vez que o aposentado Assis Martins de Souza, de 68, irá receber a imunização. "Nunca tomei por descuido. Normalmente só vamos atrás quando estamos doente", reconheceu.
Na contramão, Dorival Carlos Marcori, de 78, está sempre atento às datas da campanha. Morador da zona sul de Londrina, o aposentado procura receber a dose na UBS do Jardim Guanabara. "Sempre vou receber a dose da vacina no início da campanha. Já que tem que tomar, fica prevenido cedo. A carteirinha já está separada", confessou.
Além da rede pública, o serviço privado também vai disponibilizar a vacina contra a gripe, sendo a trivalente, que protege contra dois subtipos da Influenza A e um da B, e a tetravalente, que além destes também abrange um segundo subtipo da B. "Minha filha tem pouco mais de dois anos e sempre a levo na rede privada. No meu trabalho os funcionários têm à disposição e minha família também costuma pagar para ter direito", contou a bancária Andressa Escudeler, moradora de Curitiba e que passava uns dias em Londrina. A disponibilizada pelo Ministério da Saúde é a trivalente. (P.M.)
MAIOR CIRCULAÇÃO
De acordo com a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBI), ao contrário de 2016, quando o maior número de registros foi do H1N1, em 2017 a grande circulação tem sido do H3N2. Os dois são tipos de influenza, não existindo assim um novo vírus em circulação no Brasil.
Em 2016, o H1N1 foi responsável por 90% dos casos registrados no País. Já em 2017 está restrito até o momento a 2%. A SBI ainda explicou que o H3N2 é um vírus que já causou surtos no país em outros períodos e é o mais prevalente no hemisfério Norte.
Agência Brasil