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‘Parecis’ rua, mas... Rua do Bandeirantes está o pó da gaita

Walkiria Vieira
NOSSODIA
20 out 2016 às 10:07

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Walkiria Vieira
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Feito lera, um buraco atrás do outro até parece intervenção criativa, só que não. Para dissabor de quem utiliza a via, acidentes, colisões leves e muito susto é parte da rotina de pedestres, condutores e transeuntes da rua Serra dos Parecis, no Jardim Bandeirantes, zona oeste de Londrina. Na zona urbana, a população pede socorro ao NOSSODIA em busca de melhorias no asfalto.
Reclamação não falta. Buraco, também não. E a Serra dos Parecis corre na boca do povo. Assim, dá para desconfiar por qual motivo a rua do ônibus é ainda conhecida como a dos buracos. De passagem pela primeira vez ou mesmo quem mora nela, a atenção deve ser redobrada. O técnico em mecânica Marcelo Thomaz, 40 anos, que o diga. Vive há 20 no bairro e considera que falta atenção para com os moradores. "No Dia dos Pais, tive a infeliz experiência de um acidente por causa de um buraco. Um carro foi desviar do buraco, veio para cima de mim e depois de cair em um buraco perdi o controle e bati em uma árvore. Foi realizada perícia, a seguradora cobriu o prejuízo e fora isso ficou o transtorno e o risco de algo pior." Além dos buracos, Thomaz considera que a falta de iluminação também representa um perigo. "É um tapa na cara do contribuinte. Para se ter uma ideia, um morador tapou os buracos na frente da casa dele com ciumento e numa casa de esquina, onde tem ponto de ônibus, devido à escuridão, os moradores reforçaram a iluminação", relata. "Não fosse a inciativa das pessoas, estaria tudo bem pior", pensa.
Enquanto caminha próxima ao meio-fio, a vendedora Judete Campos, 49 anos, fica atenta aos carros que vão e vem. "Não dá pra usar a calçada porque a maioria tem lixo, entulho e estão esburacadas ou com carro. As ruas, com buracos. Então precisa tomar cuidado porque os carros fazem zigue-zague desviando", lamenta. Judete é moradora do Novo Ana Elisa, na zona norte, e acelera o passo, como pode. "Fazer o que? Reclamar para quem", questiona. O ciclista J.F., 59 anos, diz que prefere não se identificar. "O problema é antigo." Com um terço no pescoço e outro no bolso, solta: "Para enfrentar a buraqueira é preciso coragem e fé em Deus. Acho que todo mundo deveria usar capacete para ter mais segurança também", aconselha.
Pelas contas do mecânico Rogério Mathias, 41 anos, os buracos maiores tem de dois a três anos de idade. "No tempo de eleição ainda falaram de ajeitar aqui. Vamos esperar. Eles eram menores e com o tempo foram aumentando. Só que não adianta só vir aqui e jogar aquele farelo porque não resolve nada. A primeira chuva que chega, leva tudo e o buraco volta a assombrar motoristas e pedestres. Esses dias a senhora daquela casa cheia de buraco na frente disse que acorda de madrugada com os barulhos dos carros que não conseguem desviar. Outro dia, uma mulher deixou o carro perto estacionado certinho. Na hora de desviar do buraco, um ônibus bateu no carro dela e o prejuízo foi grande", recorda.

"Cada um deveria fazer sua parte"
Na base do cimento, a Serra dos Parecis ganha seus contrates. Antônio Alves Amorim, admite que usou sobras de sua obra para corrigir as imperfeições da via. "Estava vendo a hora de um motoqueiro se acidentar." Morador do local há 32 anos, Amorim considera que a Prefeitura deveria fazer sua parte, assim como cada morador. "A gente merecia mais. Tem lugar que o mato tomou conta. Minha calçada está boa, mas quero melhorar. Vou colocar paver porque é mais prático, econômico e ecológico", planeja. "Muitas pessoas reclamam do poder público, mas dá uma olhada na porta da casa. Aquela dali está com restos de obra há mais de um ano. Eu sempre contrato caçambas especializadas, pego recibos e temos controle e como reclamar se jogarem em fundo de vale. Se cada um fizesse sua parte, a realidade seria outra. A Prefeitura, por sua vez, deveria intensificar as fiscalizações", diz. (W.V.)

Secretaria avisa que vai mandar homens até Parecis
Em atendimento à reportagem do jornal NOSSODIA, o secretário de Obras de Londrina, Walmir da Silva Matos, informou que buscará uma solução para o atual quadro. "Eu vou
passar as informações para a Diretoria de Pavimentação para que verifiquem a situação do local", disse. (W.V.)


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