O estádio VGD (Vitorino Gonçalves Dias) pode passar por uma grande reforma para voltar a receber jogos oficiais do Londrina no ano que vem. O objetivo é deixar o local em condições de abrigar partidas da Série B, para as quais a exigência mínima de capacidade é de 10 mil torcedores.
O projeto de ampliação e modernização depende de uma mudança na lei que cedeu o estádio ao LEC em 2013 por comodato durante 20 anos. O clube quer a concessão do VGD pelo menos até 2043. "Neste atual formato, não é possível fazer as parcerias que precisamos para tirar o projeto do papel e dar a contrapartida publicitária que os interessados exigem", comentou o presidente Claudio Canuto.
O VGD sediou pela última vez um jogo oficial no Campeonato Paranaense de 2016 e atualmente não possui os laudos necessários para voltar a abrigar partidas. A capacidade é de 8 mil, porém, há restrições de segurança da PM (Polícia Militar) para liberar este número de torcedores.
Remodelar estádios menores é uma tendência de alguns clubes do futebol brasileiro, como forma de diminuir custos e ter a torcida mais próxima. Este mês, o Atlético Goianiense reinaugurou o estádio Antônio Accioly, de propriedade do clube, em Goiânia. Após vários anos sem receber jogos oficiais, o local foi reformado e teve a sua capacidade aumentada para 11 mil pessoas. A reabertura do estádio aconteceu no último dia 18, quando o Atlético venceu o Coritiba por 1 a 0, pela 21ª rodada da Série B.
O projeto do LEC é construir um lance de arquibancada atrás do gol de entrada, retirar a marquise do setor de numeradas e erguer uma nova estrutura com mais cadeiras, cabines de imprensa e camarotes. A capacidade saltaria para 12 mil lugares.
A reforma prevê ainda a modernização do sistema de iluminação, que hoje não está funcionando. "O custo desta etapa toda seria de aproximadamente R$ 6 milhões. Temos encontrado uma resposta positiva das empresas para as quais apresentamos o projeto. Todas se mostraram interessadas, mas querem a garantia de que o time jogará no VGD", ressaltou Canuto.
A mudança da lei está sendo discutida por uma comissão formada por representantes da prefeitura, Câmara Municipal, iniciativa privada e entidades representativas da cidade. "Pedimos ao LEC um inventário de tudo que existe hoje no VGD. A lei atual não permite que o clube explore comercialmente o estádio. Não podem ser vendidas cadeiras cativas, por exemplo", explicou o vereador e ex-presidente do LEC, Felipe Prochet (PSD), que integra a comissão. "A lei hoje é de permissão de uso e precisamos que ela seja de concessão."
Após a conclusão dos trabalhos da comissão, a proposta de mudança da lei será levada a votação na Câmara Municipal. (Lucio Flávio Cruz/Grupo Folha)
Arena
Felipe Prochet acredita que é possível ir além dos planos atuais do Londrina e erguer uma nova arena no lugar do VGD. O vereador tem este projeto desde os tempos em que comandava o clube. A ideia inicial era levantá-la em um terreno próximo ao Parque de Exposições Ney Braga, na zona oeste, mas agora o foco voltou para onde está o VGD. "Apresentamos um projeto prévio de uma futura arena que seria projetada para 20 mil pessoas e todos os lugares seriam cobertos", revelou.
O custo total deste "novo estádio" giraria em torno de R$ 30 a R$ 40 milhões. "A recomendação da Procuradoria do Município, neste caso, é que seria necessária a abertura de uma licitação do espaço, na qual qualquer interessado poderia concorrer", afirmou Prochet. (L.F.C.)
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