Para quem curte som alto no carro, investe em equipamentos e chama a atenção pelo volume da música por onde passa, a notícia de que motorista que for flagrado com som alto vai pagar multa de R$127,69, tomar cinco pontos na carteira e ter o carro apreendido, caiu como uma bomba – bem barulhenta. O gerente administrativo Felipe Antônio Sanches de Freitas, 26 anos, que o diga, pois colocou até seu equipamento de som à venda desde que tomou conhecimento da legislação em vigor. "Eu não quero tomar multa não. Meus pais me alertaram e foi iniciativa minha a decisão de colocar tudo à venda, mesmo". Ao todo, o jovem investiu R$ 7 mil de uma só vez pelo gosto de ouvir as músicas que gosta e agora pretende ficar "de boa" na hora de curtir um som. "Sou eclético, mas aqui a gente ouve mais sertanejo." Agora que os dois alto-falantes de 15 polegadas, 2600 rms cada, um módulo para tocar em HD de 10.000, as quatro cornetas, os dois tweeters, mais as duas baterias de caminhão e as duas fontes automotivas estão no mercado a quem se interessar, Freitas vê o outro lado da situação: "É. Agora o meu carro vai ter porta-malas e estepe - tirei o estepe para colocar a bateria", entrega-se.
O instalador de som automotivo Hugo dos Santos Furlan, 25 anos, por sua vez, reconhece que esse não é um caso isolado. "Tem cliente retirando e tem cliente colocando à venda, mas é complicado porque dois alto-falantes, um de cada lado, já ultrapassa o permitido. E para nós, muda nosso movimento no serviço porque a parte de som grande inclui equipamento, madeiramento, e mão de obra." Furlan prevê queda em seu faturamento. "Fazemos serviço de instalação de trava, alarme, insulfilme, vidro elétrico, mas são serviços diferentes, com outros valores e, a partir de agora, que não vai ser preciso equipamento para medir o som e aplicar multa - motorista vai ficar sabendo que foi multado quando a multa chegar, então está todo mundo esperto".
O instalador de som automotivo Hugo dos Santos Furlan, 25 anos, por sua vez, reconhece que esse não é um caso isolado. "Tem cliente retirando e tem cliente colocando à venda, mas é complicado porque dois alto-falantes, um de cada lado, já ultrapassa o permitido. E para nós, muda nosso movimento no serviço porque a parte de som grande inclui equipamento, madeiramento, e mão de obra." Furlan prevê queda em seu faturamento. "Fazemos serviço de instalação de trava, alarme, insulfilme, vidro elétrico, mas são serviços diferentes, com outros valores e, a partir de agora, que não vai ser preciso equipamento para medir o som e aplicar multa - motorista vai ficar sabendo que foi multado quando a multa chegar, então está todo mundo esperto".
Regra é nacional e quem anda na linha concorda com decisão
A resolução aprovada pelo Contran – Conselho Nacional de Trânsito, que prevê multa de R$ 127,69 e cinco pontos na carteira, independentemente do volume, devido à perturbação do sossego público, agora é infração grave. Ou seja, caso o som possa ser ouvido do lado de fora do veículo, é multa. Vale lembrar que o valor vai subir para R$ 195,23 em 1º de novembro. Na prática, e em vigor desde o dia 19 de outubro, a norma 624/2016 implica em mudanças de comportamento e exige o respeito à resolução em ruas e avenidas de todo o país.
O empresário Reginaldo Barbieri, 41 anos, admite que não está 100% dentro do que exige o Contran, mas que sua empresa dedica-se a instalação de sons do tipo ambiente. "Esse som nervoso, que a gente vê por aí, pelo amor de Deus, é complicado. Sei que vai ter gente preocupada e, sinceramente, é difícil quando passam pela casa da gente com aquele som que chega a fazer tremer as paredes. Em frente de hospital então, é muita falta de respeito e agora vão ter que andar na linha", diz.
O consultor automotivo e projetista Hugo Sumizon, 27 anos, considera que passou da hora de colocar ordem na casa. "Morei no Japão e lá tudo tem hora e lugar. Nosso público felizmente não terá que se adaptar, pois busca som de qualidade, investe em equipamentos que gerem um grave mais aveludado, agudos brilhantes e quer viver uma experiência pessoal ao ouvir música no carro", expõe. "Talvez afete uma faixa do mercado que não é a nossa, mas por outro lado servirá para educar usuários de som automotivo", finaliza Sumizon. De acordo com a assessoria de comunicação do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR), ficam livres da regra buzinas, alarmes, sinalizadores de marcha a ré, sirenes, veículos de publicidade com caixas de som e carros de competição e entretenimento em locais permitidos pelas autoridades competentes. (W.V.)
A resolução aprovada pelo Contran – Conselho Nacional de Trânsito, que prevê multa de R$ 127,69 e cinco pontos na carteira, independentemente do volume, devido à perturbação do sossego público, agora é infração grave. Ou seja, caso o som possa ser ouvido do lado de fora do veículo, é multa. Vale lembrar que o valor vai subir para R$ 195,23 em 1º de novembro. Na prática, e em vigor desde o dia 19 de outubro, a norma 624/2016 implica em mudanças de comportamento e exige o respeito à resolução em ruas e avenidas de todo o país.
O empresário Reginaldo Barbieri, 41 anos, admite que não está 100% dentro do que exige o Contran, mas que sua empresa dedica-se a instalação de sons do tipo ambiente. "Esse som nervoso, que a gente vê por aí, pelo amor de Deus, é complicado. Sei que vai ter gente preocupada e, sinceramente, é difícil quando passam pela casa da gente com aquele som que chega a fazer tremer as paredes. Em frente de hospital então, é muita falta de respeito e agora vão ter que andar na linha", diz.
O consultor automotivo e projetista Hugo Sumizon, 27 anos, considera que passou da hora de colocar ordem na casa. "Morei no Japão e lá tudo tem hora e lugar. Nosso público felizmente não terá que se adaptar, pois busca som de qualidade, investe em equipamentos que gerem um grave mais aveludado, agudos brilhantes e quer viver uma experiência pessoal ao ouvir música no carro", expõe. "Talvez afete uma faixa do mercado que não é a nossa, mas por outro lado servirá para educar usuários de som automotivo", finaliza Sumizon. De acordo com a assessoria de comunicação do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR), ficam livres da regra buzinas, alarmes, sinalizadores de marcha a ré, sirenes, veículos de publicidade com caixas de som e carros de competição e entretenimento em locais permitidos pelas autoridades competentes. (W.V.)