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Pai quer provar inocência

28 jul 2014 às 08:22

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O mensageiro de hotel Roberto Nogueira das Dores, 43 anos, pai de Roberson Santos Nogueira das Dores, que morreu no final do mês passado dentro da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Jardim Sabará (Zona Oeste de Londrina), quer provar sua inocência. Ele ainda responde a inquérito criminal que o responsabiliza pela morte do menino de 2 anos, ocorrida no dia 29 de junho, um domingo.
Nogueira contratou o advogado Nivaldo Migliozzi para defendê-lo. Nesta semana, foi encaminhado um documento à UPA solicitando cópia do prontuário de Roberson com todos os exames e boletins do internamento na unidade. "Não há violação de segredo médico neste caso, nem mesmo a necessidade de uma ordem judicial para a entrega dos documentos. Queremos juntar o prontuário ao atestado de óbito, que apontou causa natural, para fazer a defesa do pai", explicou o advogado. Também foram pedidas cópias de reportagens sobre o caso exibidas por canais de TV de Londrina.
No atestado - assinado no dia 1º de julho pelo médico Antônio Carlos de Queiroz - é apontada morte natural por causa indeterminada. Para Migliozzi, o laudo isenta Roberto de qualquer responsabilidade pela morte da criança. "Se foi causa natural, o pai não pode ser culpado da morte. Isto afasta todas as suspeitas sobre os pais", reforçou o defensor.
Se conseguir provar a inocência de Nogueira, o advogado também pretende pedir indenização pelos danos causados à imagem do mensageiro. "Todos aqueles que o apontaram como assassino terão que responder", avisou Migliozzi. (Auber Silva/Redação Bonde)
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