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Os milagres do surfista brasileiro

13 nov 2014 às 08:15
O Vaticano autorizou a abertura de processo para a beatificação de Guido Schäffer, médico, seminarista e surfista nascido em Volta Redonda (RJ) e morto em maio de 2009, aos 34 anos. O pedido foi feito em maio deste ano pela Arquidiocese do Rio, que recebeu a resposta no fim de outubro e a anunciou na última segunda-feira. Agora, a Arquidiocese vai instalar um tribunal para iniciar o processo.
Para conceder o título de beato a uma pessoa, a Igreja Católica exige, entre outros requisitos, a comprovação de um milagre. Essa condição só é dispensada em caso de martírio. A beatificação é considerada um passo anterior à canonização, processo em que a pessoa é declarada santa. Para isso, é necessário comprovar mais um milagre ligado ao candidato.
Guido morava em Copacabana, no Rio. Cursou Medicina, Filosofia e Teologia. Em 2008, ingressou no Seminário São José para concluir o curso de teologia e cumprir o período mínimo de vida no seminário necessário para a ordenação sacerdotal.
Em 1º de maio de 2009, ano em que concluiria o seminário, foi à praia para surfar e comemorar com amigos o casamento de um deles, marcado para o dia seguinte. Numa manobra, ele foi atingido na nuca pela própria prancha e morreu.
Desde sua morte, Guido começou a ganhar fama de milagreiro. Seu túmulo no cemitério São João Batista, na Zona Sul do Rio, costuma ser visitado por romeiros. A vida de Guido foi registrada no livro "O Anjo Surfista" e um site em sua homenagem recebe ao menos mil visitas por mês. Dom Roberto Lopes, delegado episcopal para a Causa dos Santos da Arquidiocese do Rio, será responsável por reunir material que comprove o milagre operado por intercessão de Guido. Relatos de cura já chegaram ao conhecimento de d. Roberto, a quem caberá reunir as provas. (Agência Estado)

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