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Os ‘esquecidos’ botam a boca no trombone

01 set 2014 às 08:20
Bem pertinho do Parque Universidade, na Zona Oeste de Londrina, ficam os condomínio de luxo, com mansões e todo o conforto que o dinheiro pode pagar. Já no bairro de famílias humildes, a situação é bem diferente. Alí, a realidade que impera é a do abandono.
"Quando escurece, sair de casa é proibido", afirma a vendedora autônoma e líder comunitária Maria Pureza Santos Nascimento, 54 anos. "A maioria das lâmpadas dos postes estão queimadas e as poucas que sobram não dão conta do breu. Por isso, não deixo meus filhos nem netos saírem a partir das sete da noite", reforça. Maria Pureza recorda que quando se mudou para o bairro, há 23 anos, haviam só duas casinhas, muito mato e nenhum ponto de ônibus ou outros equipamentos públicos. "Suei muito para pagar minha casa. Imaginei que o bairro iria ganhar investimento e valorização depois de tanto tempo, mas infelizmente pouco mudou. Surgiram mais casas, moradores, mas a infraestrutura deixa muito a desejar", lamenta. (Walkiria Vieira/NOSSODIA)

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