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Operação Spectrum - PF derruba quadrilha tráfico de drogas

Grupo Folha
02 jul 2017 às 23:25

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A Polícia Federal (PF) desarticulou uma organização criminosa de tráfico de drogas transnacional comandada por Luiz Carlos da Rocha, o "Cabeça Branca". A ação é resultado da "Operação Spectrum", deflagrada no sábado (1º) e que teve mandados de prisão, busca e apreensão e condução coercitiva em seis cidades, incluindo Londrina.
A Operação Spectrum (espectro, ou fantasma, em latim) é uma referência a Cabeça Branca, que vivia discretamente e era reconhecido no meio policial pela experiência internacional no tráfico de drogas. Nas ações de sábado, cerca de 150 policiais federais cumpriram 24 mandados judiciais, sendo dois de prisão preventiva, nove de busca e apreensão em imóveis, dez buscas e apreensões de veículos e três mandados de condução coercitiva. Os trabalhos foram desenvolvidos no Paraná (Londrina), São Paulo (nas cidades de Cotia, Araraquara, Embu das Artes e na capital) e no Mato Grosso (em Sorriso, onde o traficante foi preso).

Plásticas para enganar polícia
Para fugir da Polícia Federal, Luiz Carlos da Rocha, o Cabeça Branca, submeteu-se a procedimentos de plástica no rosto, mudando suas feições. A área pericial da PF foi acionada para comprovar, por meio de comparação de traços faciais, que Vitor Luiz de Moraes era, na verdade, o líder da organização criminosa preso na Operação Spectrum.
Cabeça Branca é um dos traficantes mais procurados pela PF e pela Interpol e tem condenações na Justiça que somam mais de 50 anos de prisão. É considerado um dos maiores "barões das drogas" que ainda estava em liberdade no Brasil. Foram sequestrados, com os mandados de busca e apreensão, cerca de R$ 10 milhões em propriedades, veículos e dinheiro. A PF estima que o patrimônio dele chegue a R$ 100 milhões, em bens no Brasil e no exterior, registrados em nome de laranjas.

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Modo de operação
O grupo criminoso capitaneado por Cabeça Branca operava como uma estrutura empresarial, controlando e agindo desde a área de produção em regiões inóspitas e de selva em países como a Bolívia, Peru e Colômbia, até a logística de transporte, distribuição e manutenção de entrepostos no Paraguai e no Brasil, fixando-se também em áreas estratégicas próximas aos principais portos brasileiros e grandes centros de consumo, dedicando-se à exportação de cocaína para Europa e Estados Unidos.
Também foi apurado que Luiz Carlos da Rocha é um dos principais fornecedores de cocaína para facções criminosas paulistas e cariocas. Estima-se que a quadrilha liderada por ele era responsável pela introdução de 5 toneladas de cocaína por mês em território nacional com destino final ao exterior e Brasil.
Segundo as investigações, a cocaína era transportada em aviões de pequeno porte que partiam dos países produtores Colômbia, Peru e Bolívia, utilizando-se do espaço aéreo venezuelano com destino para fazendas no Brasil, na fronteira entre os estados do Pará e Mato Grosso. Depois de descarregada dos aviões do narcotráfico, a cocaína era colocada em caminhões e carretas, com fundos falsos especialmente preparados para o transporte da droga, cujo destino era o interior do estado de São Paulo para distribuição para facções criminosas paulista e carioca, ou o Porto de Santos-SP, de onde era exportada para Europa ou Estados Unidos.

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