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Operação Cangaço II

Operação Cangaço II - Desmantelada quadrilha de roubo a bancos em Londrina

Celso Felizardo
Grupo Folha
08 set 2016 às 09:47

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Fotos: Sérgio Ranalli
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A Polícia Civil desarticulou manhã de quarta-feira, em Londrina, uma ramificação da quadrilha responsável pelas explosões de caixas eletrônicos no Paraná. Em uma casa do Jardim São Tomás, na zona norte, os policiais prenderam Cristiane de Jesus, de 28 anos, que usava o nome de Paola. Ela é acusada de ter dado fuga a dois presos da Delegacia de Ortigueira (Campos Gerais) no dia 29 de abril: Fernando Rosalino, que é marido dela; e Jonatas Carlos da Silva. Os dois haviam sido presos pela Operação Cangaço, em março deste ano.
Na casa da mulher, os policiais encontraram R$ 7 mil em dinheiro, um colete a prova de balas, um cordão detonante de explosivos e munições calibre 12. O carro utilizado para dar fuga a Silva e Rosalino, um Gol cinza, foi apreendido e encaminhado ao 5º Distrito Policial. Segundo a Polícia Civil, Silva foi recapturado após ser baleado durante uma tentativa de assalto a uma agência do Banco do Brasil em General Carneiro (Sul). Já Rosalino, que é de Londrina, continua foragido.
Em abril, a polícia já havia prendido, também na zona norte da cidade, Diego Soares da Silva, de 28 anos. Ele estava de posse de um fuzil, uma pistola e vários carregadores das duas armas. O delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, Sebastião Ramos dos Santos Neto, concluiu que com estas prisões é possível afirmar que um braço da quadrilha especializada em ataques a agências bancárias no Estado estava instalada em Londrina.
O delegado relatou também a dificuldade no combate ao crime organizado. "Depois da Operação Cangaço, quando 20 assaltantes foram presos no Estado, notamos que houve uma rearticulação dos criminosos. A cada prisão, eles se recompõem rapidamente", comentou o delegado. Santos Neto ressaltou o nível de especialização da quadrilha ao mostrar um manual de uma máquina retroescavadeira, utilizada para quebrar as paredes de uma agência de Ortigueira, em janeiro.
Santos Neto disse não ser possível estimar o número de criminosos que integram a quadrilha, mas destacou que um grupo de inteligência da Secretaria Estadual de Segurança e Administração Penitenciária (Sesp) foi montado e está atuando em todo o Estado para desarticular outros braços do grupo criminoso.

Fotos: Sérgio Ranalli
Fotos: Sérgio Ranalli - Delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, Sebastião Ramos dos Santos Neto, e o armamento pesado encontrado na casa de Paola
Delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, Sebastião Ramos dos Santos Neto, e o armamento pesado encontrado na casa de Paola

BALANÇO
O Paraná foi o terceiro Estado que mais registrou ataques a banco no primeiro semestre deste ano. Foram 98 ocorrências, atrás apenas de Minas Gerais (161) e São Paulo (137). Dos 98 ataques, 53 foram explosões, 30 arrombamentos e 15 assaltos. O total é 25% menor que o registrado no mesmo período do ano passado no Estado. De janeiro e junho de 2015, o Paraná registrou 132 ataques, principalmente nos menores municípios. Apesar da menor incidência, o Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região observou que os crimes ficaram mais violentos. (C.F.)


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