O Ford Falcon do filme Mad Max, de 1979, não ficou só na ficção e nem parou no tempo para o vigilante cambeense Julio Cesar Fontana, 37 anos. Fez parte de sua infância, semeou sonhos e deu início a uma admiração que mantém até hoje por carrões. "Eu me lembro também que em 1986, vi o Opala de meu tio e a paixão que ele tinha acabou me influenciando." Foi amor à primeira vista e o menino mentalizou: "Um dia eu vou ter um desse." Hoje, o misto de nostalgia e realização literalmente transportam Julio e esposa Maria Zenilda a passeios diversos. É no fim de semana que o possante 4.4 aspirado vai pra pista e agrada não só os proprietários. "Andamos com tudo aberto, sentindo o vento no rosto e o passeio parece mais leve e prazeroso". Mas esse não é o primeiro opala que Julio César testa. "O primeiro foi um Opala 80, era quadradão, então não valeu. Depois tive outro quadrado em 85 e continuava insatisfeito. Sabia que era raro encontrar um 79 - meu ano de nascimento- em bom estado de conservação e por um valor acessível." Eis que foi pela Internet que Julio encontrou o tão sonhado carrão. "Sempre fiquei de olho e fui buscar em Maringá. Batemos o olho e eu e minha esposa ficamos apaixonados. Ela amou." O negócio foi fechado no mesmo dia e a partir daí o Opala dos Fontana é sucesso em encontros e por onde passa, seja nas ruas da cidade ou nas rodovias.
Chevrolet 1929 é um clássico da garagem
Ricardo Chicarelli
Chevrolet 1929 é um clássico da garagem
Personalizado
De posse do possante, Julio partiu para os toques pessoais. "Ele é dourado e a cor eu fiz questão de manter. O painel também é original. Troquei as rodas, melhorei o acabamento, mexi no motor para melhorar a performance." Para ficar com a cara de esportivo, Julio fez ajustes. "Ele ficou caracterizado SS, pintei as faixas, coloquei os emblemas e ficou uma versão mais esportiva". Na hora de dar um trato na lata, Julio prefere por a mão na massa. "Eu gosto de lavar. Evito produtos químicos fortes porque podem danificar a pintura e as borrachas." Ao ser questionado se o carro é beberrão, Julio respira fundo, desacelera e responde: "Três quilômetros por litro. Mas é uma realização." Movido a álcool, o Opala da família é de parar o trânsito. Muitos pedem para dar uma voltinha e Julio avisa: "É arisco". No dia a dia, a moto ou o Corsa fazem as vezes de transporte. "Usamos o Opala mais no fim de semana. As pessoas pedem até para tirar foto". No 7 de Setembro, Dia Independência, lá estava o Douradão roubando a cena. Participou do Desfile de Carros Antigos. Julio César só fica intrigado quando dizem que o carro é uma relíquia. "Vixi, então também estão me chamando de velho", brinca. (W.V.)
De posse do possante, Julio partiu para os toques pessoais. "Ele é dourado e a cor eu fiz questão de manter. O painel também é original. Troquei as rodas, melhorei o acabamento, mexi no motor para melhorar a performance." Para ficar com a cara de esportivo, Julio fez ajustes. "Ele ficou caracterizado SS, pintei as faixas, coloquei os emblemas e ficou uma versão mais esportiva". Na hora de dar um trato na lata, Julio prefere por a mão na massa. "Eu gosto de lavar. Evito produtos químicos fortes porque podem danificar a pintura e as borrachas." Ao ser questionado se o carro é beberrão, Julio respira fundo, desacelera e responde: "Três quilômetros por litro. Mas é uma realização." Movido a álcool, o Opala da família é de parar o trânsito. Muitos pedem para dar uma voltinha e Julio avisa: "É arisco". No dia a dia, a moto ou o Corsa fazem as vezes de transporte. "Usamos o Opala mais no fim de semana. As pessoas pedem até para tirar foto". No 7 de Setembro, Dia Independência, lá estava o Douradão roubando a cena. Participou do Desfile de Carros Antigos. Julio César só fica intrigado quando dizem que o carro é uma relíquia. "Vixi, então também estão me chamando de velho", brinca. (W.V.)
Parada de Clássicos
Para quem vive ou passa por Londrina, um endereço é considerado referência de raridades quando o assunto são os carros antigos. Com a palavra, o responsável pelo espaço, o comerciante e amante dos clássicos, Dorivaldo Marinho Santana, 50 anos. "Nem tudo aqui está à venda. Muitos carros são de colecionadores e usam aqui como garagem". Um exemplo é o Chevrolet 1929, que tem até rodas de madeira. Considerada o "vovô da garagem", atrai curiosos que pedem até para tirar foto ao lado do inveterado. "O afogador e o acelerador são na mão". O primeiro antiguinho de Santana foi um fusca. "No ano de 1998, tinha um Fusca 68. Ainda existe muita procura pelo modelo." Hoje, orgulha-se da F100, 1969. "Está sendo restaurada". Outro modelo que se destaca entre os tantos é o caminhãozinho Chevrolet Tigre. "Está restauradinho, vai para encontros de carros antigos rodando e pertence a um colecionador." Na hora de dar o trato nos heróis da resistência, só os proprietários põem a mão. "Ele são ciumentos".
A Super Auto fica na rua da Lapa, 18, telefone: 3321-8513. (W.V.)
Para quem vive ou passa por Londrina, um endereço é considerado referência de raridades quando o assunto são os carros antigos. Com a palavra, o responsável pelo espaço, o comerciante e amante dos clássicos, Dorivaldo Marinho Santana, 50 anos. "Nem tudo aqui está à venda. Muitos carros são de colecionadores e usam aqui como garagem". Um exemplo é o Chevrolet 1929, que tem até rodas de madeira. Considerada o "vovô da garagem", atrai curiosos que pedem até para tirar foto ao lado do inveterado. "O afogador e o acelerador são na mão". O primeiro antiguinho de Santana foi um fusca. "No ano de 1998, tinha um Fusca 68. Ainda existe muita procura pelo modelo." Hoje, orgulha-se da F100, 1969. "Está sendo restaurada". Outro modelo que se destaca entre os tantos é o caminhãozinho Chevrolet Tigre. "Está restauradinho, vai para encontros de carros antigos rodando e pertence a um colecionador." Na hora de dar o trato nos heróis da resistência, só os proprietários põem a mão. "Ele são ciumentos".
A Super Auto fica na rua da Lapa, 18, telefone: 3321-8513. (W.V.)